A Meta anunciou a construção de mais sete usinas termelétricas a gás natural na Louisiana, somando-se a três projetos já confirmados, para sustentar o Hyperion, centro de dados de inteligência artificial estimado em US$ 27 bilhões. Com isso, serão 10 unidades capazes de gerar aproximadamente 7,5 gigawatts (GW) — potência ligeiramente superior à demanda elétrica de todo o estado da Dakota do Sul.
Previsto para ser concluído em 2026, o Hyperion deverá consumir energia no mesmo patamar da Dakota do Sul, marcando um novo patamar de demanda para infraestruturas digitais.
Apesar de divulgar metas climáticas e relatórios de sustentabilidade, a empresa não comentou a decisão de ampliar o uso de gás natural, mesmo após repetidos pedidos de posicionamento.
Emissões em alta
Estimativas baseadas em dados do Departamento de Energia dos EUA indicam que as turbinas projetadas liberarão cerca de 12,4 milhões de toneladas de CO2 por ano — volume 50% maior que toda a pegada de carbono da Meta em 2024.

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O cálculo não inclui vazamentos de metano ao longo da cadeia do gás. O metano aquece o planeta 84 vezes mais que o CO2 em um horizonte de 20 anos, e mesmo perdas de 0,2% podem tornar o impacto do gás pior que o do carvão. Nos EUA, a taxa média de vazamento em produção e dutos gira em torno de 3%.
O relatório de sustentabilidade mais recente da Meta não aborda metano ou gás natural. Caso mantenha sua meta climática, a empresa precisará ampliar significativamente a compra de créditos de remoção de carbono e contabilizar com precisão as emissões associadas a eventuais vazamentos.
Com informações de TechCrunch







