Ford apresenta assistente de IA que monitora uso de cintos e desempenho de frotas comerciais

A Ford lançou nesta semana o Ford Pro AI, assistente de inteligência artificial que analisa milhões de dados dos veículos para apoiar clientes comerciais na redução de custos e no aumento da eficiência operacional.

O recurso estreou durante a Work Truck Week, em Indianápolis, e já está disponível para todos os assinantes norte-americanos do serviço Ford Pro Telematics. A ferramenta faz parte do pacote de assinatura, sem cobrança adicional. A montadora não revela o número de usuários nos Estados Unidos, mas informa possuir mais de 840 mil assinantes em todo o mundo.

Funcionalidades

Segundo a fabricante, o sistema vai além de um simples chatbot. O Ford Pro AI fornece relatórios detalhados sobre consumo de combustível, uso de cintos de segurança, condições gerais do veículo, tempo ocioso, excesso de velocidade e eventos de aceleração em toda a frota. A plataforma é hospedada na Google Cloud e utiliza dados internos de cada cliente para minimizar erros ou “alucinações” de IA.

Importância do segmento Ford Pro

Com receita de US$ 66,3 bilhões em 2025, a divisão Ford Pro — responsável por veículos como a linha Super Duty e por vendas a clientes comerciais, governamentais e locadoras — tornou-se peça-chave na estratégia de software da companhia. O lucro líquido do braço comercial foi de US$ 6,8 bilhões no ano passado, enquanto o número de assinaturas pagas de software cresceu 30% no mesmo período.

Planos para consumidores finais

Além do foco em frotistas, a Ford revelou na CES 2026 que trabalha em um assistente de IA voltado a proprietários de carros de passeio e picapes. O serviço chegará primeiro ao aplicativo móvel da montadora e deverá ser integrado aos veículos a partir de 2027.

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Imagem: Internet

Impacto na força de trabalho

Apesar dos novos produtos, a liderança da empresa mantém cautela sobre os impactos da tecnologia no quadro de empregados. No ano passado, o CEO Jim Farley afirmou que a IA pode reduzir pela metade o número de postos administrativos nos Estados Unidos. Em janeiro, o executivo defendeu a necessidade de trabalhadores essenciais para construir e manter a infraestrutura que sustentará a chamada “aposta lunar” da companhia em inteligência artificial.

Com informações de TechCrunch

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