A Digg anunciou nesta sexta-feira (13) a dispensa de uma parcela significativa de funcionários e a retirada de seu aplicativo da App Store. Segundo o diretor-executivo Justin Mezzell, a empresa não será encerrada; a medida faz parte de um processo de reorganização para tentar reposicionar o serviço de compartilhamento de links.
Kevin Rose, criador original da Digg, voltará a dedicar-se em tempo integral ao projeto. Ele seguirá como consultor da investidora True Ventures, mas dará prioridade à plataforma.
Desafio dos bots
Em publicação no site, Mezzell relatou que a Digg enfrentou desde o lançamento beta uma onda de contas automatizadas. Mesmo após banir “dezenas de milhares” de perfis, criar ferramentas internas e contratar fornecedores externos, a companhia não conseguiu conter o problema. Como o ranqueamento de conteúdo depende de votos de usuários, a atuação de bots tornou o sistema pouco confiável.
“Isso não é só um problema da Digg. É um problema da internet”, escreveu o executivo, acrescentando que concorrer com plataformas consolidadas — numa provável referência ao Reddit — é “mais que um fosso; é um muro”.
Operação enxuta
A empresa não divulgou o número de profissionais afetados. Um time reduzido seguirá trabalhando para remodelar a Digg “de forma genuinamente diferente”, informou o comunicado. No momento, a única publicação disponível no site é a nota sobre as demissões. O podcast em vídeo Diggnation, apresentado por Rose, continuará em produção.

Imagem: Internet
Aquisição e financiamento
Rose e Alexis Ohanian, cofundador do Reddit, compraram os ativos remanescentes da antiga Digg no início do ano passado. O negócio, estruturado como um leveraged buyout, envolveu True Ventures, a Seven Seven Six (de Ohanian), investimentos pessoais dos dois empreendedores e o fundo S32. Os valores não foram revelados.
A Digg não se pronunciou além das informações divulgadas no blog corporativo.
Com informações de TechCrunch







