Colunista defende que estúdios assumam acesso antecipado quando jogos ainda não estão prontos

Faltando menos de duas semanas para a estreia de Crimson Desert, o jornalista Tom Caswell, do portal GameSpot, criticou a prática de lançar títulos como “versão 1.0” quando ainda carecem de recursos essenciais. Segundo ele, muitos estúdios poderiam evitar críticas se adotassem o rótulo de Early Access (acesso antecipado) e deixassem claro que o desenvolvimento continua.

Exemplos recentes

Caswell cita Crimson Desert como caso emblemático. Desde o lançamento, o jogo ganhou:

  • Baú de armazenamento no hub principal;
  • Pontos de viagem rápida distribuídos pelo mapa, incluindo no hub;
  • Itens “Refinement Tokens” para evoluir equipamentos de baixo nível sem gastar muitos recursos.

O autor classifica essas mudanças como transformadoras, indo além de simples correções.

Outro exemplo é Starfield. No dia 7 de abril, o RPG chega ao PlayStation 5 com atualização que permite voar entre planetas de um mesmo sistema, recurso inexistente no lançamento de setembro de 2023. Anteriormente, o jogo já recebera o veículo REV-8; agora, um novo transporte ainda mais versátil será incluído. Além disso, o título passa a custar US$ 20 a menos.

Lições do passado

O texto relembra o décimo aniversário de No Man’s Sky, criticado em 2016 por faltar funcionalidades prometidas, mas que se transformou graças a diversas atualizações. Situação semelhante ocorreu com Cyberpunk 2077; após a recepção negativa de 2020, o jogo ganhou melhorias que culminaram na expansão Phantom Liberty, avaliada com nota máxima pelo mesmo site.

Modelo que já dá resultado

Para Caswell, a rejeição ao acesso antecipado decorre do receio de vendas menores na estreia. Entretanto, ele lembra que Slay the Spire 2 alcançou pico de mais de meio milhão de jogadores simultâneos poucas semanas após entrar em Early Access. Outros títulos citados como bem-sucedidos nesse formato incluem as séries Hades e Baldur’s Gate.

O colunista conclui que uma comunicação transparente pode reduzir a frustração inicial, transformar críticas em feedback construtivo e contribuir para a saúde financeira de uma indústria marcada por fechamentos de estúdios e demissões.

Com informações de GameSpot

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