Cientistas do Dark Energy Survey divulgam nova análise sobre a expansão do Universo

23 de janeiro de 2026 – A colaboração internacional Dark Energy Survey (DES) apresentou uma análise que combina, pela primeira vez, os seis anos completos de dados obtidos por lentes gravitacionais fracas e pelo agrupamento de galáxias. O estudo também reúne quatro sondas de energia escura – oscilações acústicas de bárions (BAO), supernovas do tipo Ia, aglomerados de galáxias e lentes gravitacionais fracas –, meta proposta quando o experimento foi concebido há 25 anos.

Os resultados estão descritos no artigo “Dark Energy Survey Year 6 Results: Cosmological Constraints from Galaxy Clustering and Weak Lensing”, que sintetiza 18 estudos de apoio. Segundo a equipe, as novas restrições cosmológicas são mais do que duas vezes mais precisas que as de análises anteriores do DES, mantendo a consistência com medições passadas.

Medindo a energia escura

Desde 2013, o DES utiliza a câmera digital de 570 megapixels DECam, instalada no telescópio Víctor M. Blanco de 4 m, no Observatório Interamericano de Cerro Tololo, nos Andes chilenos. Em 758 noites de observação, concluídas em 2019, foram catalogadas informações de 669 milhões de galáxias que ocupam um oitavo do céu.

Com esses dados, os pesquisadores calcularam a probabilidade de duas galáxias estarem a determinada distância e sofrerem distorções semelhantes causadas por lentes gravitacionais fracas. O procedimento permitiu reconstruir a distribuição de matéria ao longo de 6 bilhões de anos de história cósmica e estimar a quantidade de energia escura e matéria escura em cada época.

Testes de modelos cosmológicos

A equipe confrontou as medições com dois modelos: o padrão ΛCDM, que considera densidade de energia escura constante, e o wCDM, em que essa densidade varia com o tempo. Os dados se encaixaram majoritariamente no modelo padrão, embora também sejam compatíveis com o cenário de energia escura evolutiva.

Cientistas do Dark Energy Survey divulgam nova análise sobre a expansão do Universo - Imagem do artigo original

Imagem: Internet

Apesar do acordo geral, um parâmetro relacionado ao agrupamento de matéria permanece discrepante em relação às previsões baseadas no Universo primordial. A diferença aumentou com os novos dados, mas ainda não é suficiente para descartar o modelo ΛCDM.

Próximos passos

O DES planeja integrar esses resultados às medições de outros experimentos a fim de explorar alternativas para gravidade e energia escura. O trabalho também abre caminho para levantamentos futuros, como o Legacy Survey of Space and Time (LSST) do Observatório Vera C. Rubin, que deve ampliar significativamente a precisão das medições nos próximos anos.

Com informações de Nanowerk

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