Um desenvolvedor radicado em Londres lançou uma plataforma que transforma a navegação no YouTube em algo próximo à velha experiência de “zapping” da TV a cabo. Batizado de Channel Surfer, o serviço foi criado por Steven Irby e estreou em 12 de março de 2026.
Ao abrir o site, o usuário se depara com um guia de programação retrô. É possível alternar entre canais temáticos e entrar no meio da transmissão, como se o conteúdo estivesse passando ao vivo. O guia também exibe o que será exibido nas 24 horas seguintes.
Quarenta canais temáticos de largada
No lançamento, o Channel Surfer oferece 40 canais personalizados, divididos por assuntos como notícias, política, esportes, lifestyle e música. Há ainda opções focadas em tecnologia, a exemplo de AI & ML, Code & Dev, Space, Retro Tech, Tech & Gadgets e Gaming.
Um contador no rodapé indica quantas pessoas assistem simultaneamente. Segundo Irby, a função cria a sensação de “assistir junto”, típica da TV tradicional.
Motivação: fugir dos algoritmos
Irby, de 40 anos e com mais de uma década de experiência no setor de tecnologia, afirma ter criado o Channel Surfer para driblar a “fadiga de decisão” provocada pelos algoritmos de recomendação. “Sinto falta de ligar a TV e simplesmente ver o que está passando”, declarou.
Primeiro dia com mais de 10 mil acessos
A receptividade inicial foi positiva: em 24 horas, o site superou 10 mil visualizações. O projeto roda como um site estático em Next.js, usa PartyKit, é hospedado na Cloudflare e recorre a GitHub Actions para atualizar diariamente a grade. Ainda não há back-end.

Imagem: Internet
Como funciona a importação de assinaturas
Além dos 175 canais do YouTube e 25 playlists musicais pré-carregados, assinantes da newsletter de Irby podem importar suas próprias inscrições. O processo exige arrastar um bookmarklet para a barra de favoritos, abrir a página de inscrições no YouTube, clicar no atalho e colar o JSON gerado no Channel Surfer.
Próximos passos
Os vídeos são exibidos via embed do próprio YouTube — incluindo anúncios —, o que evita conflitos com as políticas da plataforma. Irby pretende levar o aplicativo para dispositivos como Fire TV e Google TV. A versão móvel já funciona, mas ainda precisa de ajustes.
O criador diz que o projeto também busca resgatar a criatividade dos primórdios da web: “Quero mostrar que a velha internet continua viva, só está soterrada”.
Com informações de TechCrunch







