Pesquisadores da Universidade Técnica de Viena (TU Wien) anunciaram, em 20 de janeiro de 2026, a criação de um capacitor de placas paralelas separado por apenas 32 nanômetros, o menor já reportado. O componente integra um sistema nanoeletromecânico destinado a sensores de altíssima precisão, como os utilizados em microscopia de força atômica (AFM).
O dispositivo é formado por uma membrana móvel de alumínio e um eletrodo fixo. Acoplado a um indutor, ele compõe um circuito ressonante capaz de detectar variações mecânicas ínfimas. Segundo os autores, o ruído medido é limitado apenas pelas leis da física quântica, dispensando os arranjos ópticos normalmente empregados em experimentos de optomecânica.
Estratégia para sensores quânticos compactos
A equipe liderada por Daniel Platz e Ulrich Schmid trabalha em diferentes plataformas de detecção para tornar a sensoriamento quântico mais robusto e portátil. Além do circuito elétrico baseado no nanocapacitor, o grupo estuda ressonadores puramente mecânicos integrados em chip, cujas vibrações podem ser acopladas deliberadamente.
“Nossa membrana de alumínio forma um capacitor minúsculo extremamente sensível a mudanças na vibração”, explicou Platz, do Instituto de Sistemas de Sensores e Atuadores da TU Wien. Para a microscopia de força atômica, a medição elétrica substitui componentes ópticos volumosos, destacou o doutorando Ioan Ignat, que assina o trabalho ao lado de MinHee Kwon.
Medições em temperatura ambiente
Em arquiteturas exclusivamente mecânicas, os pesquisadores demonstraram acoplamento de vibrações na faixa de gigahertz mesmo à temperatura ambiente, sem que o ruído térmico anule o efeito — vantagem sobre circuitos elétricos que costumam requerer resfriamento extremo em experimentos quânticos.

Imagem: Internet
Com o recorde de 32 nm e o baixo nível de ruído alcançado, os autores acreditam que os nanodispositivos estabelecem as bases para uma nova geração de sensores quânticos confiáveis e de alta resolução.
Com informações de Nanowerk







