A reputação de confiabilidade dos veículos BMW mudou consideravelmente nos últimos anos, porém relatos em fóruns e redes sociais continuam a repetir problemas do passado. Hoje, a marca aparece em segundo lugar no ranking geral da Consumer Reports e lidera entre as fabricantes de luxo, mas o histórico de falhas dos anos 1990 e 2000 ainda influencia a percepção pública.
Origem da má fama
No fim da década de 1990 e início dos anos 2000, a BMW introduziu eletrônica mais complexa, sistemas de arrefecimento frágeis e componentes de estrutura leve que exigiam manutenção cuidadosa. Modelos como o Série 3 E46 e o Série 5 E60 eram elogiados pela dirigibilidade, mas acumulavam queixas relacionadas a módulos eletrônicos, radiadores e serviços prolongados demais — a montadora chegou a adotar intervalos longos de revisão e fluidos “vitalícios”, decisão mais voltada ao marketing do que à realidade mecânica.
Nas concessionárias, era comum encontrar clientes — especialmente arrendatários — que rodavam mais de 20 mil milhas (cerca de 32 mil km) sem qualquer visita à oficina. Quando esses carros chegavam ao mercado de usados, já carregavam defeitos acumulados, reforçando a impressão de baixa durabilidade.
Motores recentes mudam o cenário
A virada começou com o seis-cilindros N52, elogiado pela robustez quando submetido a manutenção correta. O turbo B58, presente em diversos Série 3 e também no Toyota Supra, tem mostrado bom desempenho mesmo com alta quilometragem. Já o S58, versão de desempenho, evita até agora falhas sistêmicas que afetaram antigos propulsores M.
Embora alguns defeitos graves — como quebras de bronzina em motores produzidos até cerca de 2013 — ainda sejam citados, especialistas observam que problemas pontuais existem em todas as marcas. Exemplos incluem a queda de válvulas no Corvette C6 Z06 ou as conhecidas fragilidades de motores rotativos.

Imagem: Steven Paul
Confiabilidade x custo de manutenção
Parte da confusão entre público e entusiastas envolve o custo de manutenção: peças sofisticadas e maior número de horas de oficina tornam qualquer carro premium mais caro de manter que modelos de volume, como um Toyota Camry. Além disso, donos de BMW costumam dirigir de forma mais esportiva, acelerando o desgaste de componentes e gerando relatos negativos desproporcionais na internet, onde histórias problemáticas ganham destaque.
Realidade atual
A confiabilidade dos novos BMW varia de acordo com motor, ano-modelo e especificações, mas dados recentes indicam melhora significativa. Para quem segue o plano de manutenção recomendado e entende o perfil de alto desempenho, a experiência tende a ser diferente da imagem ainda cristalizada em fóruns on-line.
Com informações de BMW Blog




