22 de janeiro de 2026
Pesquisadores da Universidade de Tecnologia de Sydney (UTS) e de instituições dos Estados Unidos e da China apresentaram uma nova classe de nanopartículas capazes de localizar e degradar proteínas associadas a doenças resistentes a tratamentos convencionais, como demência e câncer cerebral.
O trabalho, descrito em artigo publicado na revista Nature Nanotechnology, foi conduzido pelo professor Bingyang Shi, da UTS, em colaboração com o professor Kam Leong, da Universidade Columbia, e o professor Meng Zheng, da Universidade de Henan.
Como funciona a tecnologia
Denominadas quimeras de direcionamento mediadas por nanopartículas (NPTACs, na sigla em inglês), essas partículas foram projetadas para se ligar especificamente a proteínas defeituosas ‑ sejam elas intra ou extracelulares ‑ encaminhando-as ao sistema natural de reciclagem celular, onde são decompostas.
Segundo os autores, o método supera limitações de abordagens atuais de degradação proteica, que costumam enfrentar baixa penetração tecidual, efeitos fora do alvo e processos de síntese complexos, sobretudo em tumores sólidos e doenças do cérebro.

Imagem: Internet
Principais vantagens apontadas
- Alcance de proteínas dentro e fora das células
- Direcionamento específico a tecidos e doenças, inclusive atravessando a barreira hematoencefálica
- Arquitetura modular do tipo “plug-and-play”, permitindo adaptação rápida a diferentes alvos
- Produção escalável com materiais já aprovados pela FDA
- Possibilidade de integrar funções diagnósticas ou terapêuticas adicionais
Resultados iniciais e próximos passos
Ensaios pré-clínicos demonstraram eficácia das NPTACs na degradação de EGFR, proteína frequentemente associada ao crescimento tumoral, e de PD-L1, envolvida na evasão do sistema imunológico por células cancerosas. O grupo possui várias patentes internacionais cobrindo a plataforma e busca parceiros da indústria para acelerar o desenvolvimento clínico e processos de aprovação regulatória.
Estimativas de mercado indicam que o segmento de degradação proteica direcionada pode ultrapassar 10 bilhões de dólares até 2030, colocando a nova tecnologia como candidata a impulsionar a próxima geração de terapias de precisão.
Com informações de Nanowerk






