Glicerol é transformado em formiato e hidrogênio sem emissão de CO₂

Pesquisadores da Universidade Johannes Gutenberg de Mainz (JGU), na Alemanha, anunciaram um método eletroquímico que converte o resíduo industrial glicerol em dois insumos valiosos: formiato e hidrogênio, sem gerar dióxido de carbono. O trabalho foi publicado na revista Advanced Energy Materials em 22 de janeiro de 2026.

Como funciona o processo

A técnica, descrita como “eletrolise híbrida”, adapta a tradicional eletrólise da água. Além de água, o sistema utiliza glicerol — subproduto abundante da fabricação de biodiesel — como matéria-prima. Em vez de liberar oxigênio, a reação produz formiato, sal derivado do ácido fórmico amplamente usado pela indústria química, enquanto o cátodo gera hidrogênio que pode ser empregado como vetor energético.

Catalisador de cobre e paládio

O avanço foi possível graças a um catalisador molecular que posiciona, em nível atômico, cobre e paládio muito próximos. Segundo o coordenador do estudo, professor Carsten Streb, essa configuração garante seletividade à reação e já oferece pistas sobre como otimizar o material. Modelagens teóricas e testes experimentais contaram com a colaboração da Universidade Nacional de Ciência e Tecnologia de Taiwan.

Próximos passos

A equipe pretende investigar a substituição do paládio, metal nobre e caro, por elementos mais abundantes na crosta terrestre. Outro objetivo é desenvolver uma etapa adicional de eletro-redução para transformar o formiato obtido em metanol, composto cuja demanda industrial supera largamente a do próprio formiato.

De acordo com Streb, ao empregar eletricidade de fontes renováveis, o método oferece rota potencialmente neutra em carbono para a produção de insumos que hoje dependem de petróleo ou gás natural.

Com informações de Nanowerk

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