Em entrevista recente ao podcast MotoManTV, Andreas Bovensiepen — filho do fundador Burkard Bovensiepen e atual CEO da ALPINA — detalhou os passos que levaram a preparadora alemã a seguir um caminho distinto da divisão esportiva BMW M.
Potência antecipada nos anos 1970
Bovensiepen lembrou que, já no fim da década de 1970, a empresa extraía números de desempenho muito superiores aos oferecidos pela própria BMW. Um exemplo foi o ALPINA E21 3 Series, equipado com motor 2,8 litros de 200 cv — cerca de 50% acima dos 143 cv do então BMW 323i. Para atingir esse patamar, a preparadora instalou o bloco do 528i e acrescentou pistões Mahle, câmaras de combustão retrabalhadas e maior taxa de compressão.
Turbo antes de todos
Sem opções V8 ou V12 da fábrica à época, a empresa recorreu ao turbo para extrair mais força do E12 5 Series. O B7 Turbo alcançou cerca de 300 cv e foi considerado o sedã mais rápido do mundo; a versão cupê atingia patamares semelhantes de potência.
Luxo e torque em primeiro plano
Segundo o executivo, o objetivo nunca foi construir um “BMW M melhor”, mas sim “um grande carro de cruzeiro para a Autobahn”. A ALPINA privilegiou entrega de torque em baixas rotações, comparada por Bovensiepen à suavidade de um Bentley, enquanto a BMW M apostou em rotações elevadas e cabeçotes de quatro válvulas.
Diferenciais no interior
A busca por conforto também se refletiu na cabine. Desde o fim dos anos 1960, modelos da empresa recebiam bancos esportivos da Scheel e, mais tarde, da Recaro, reforçando o caráter de grand tourer.

Imagem: Internet
Identidade visual por acaso
O CEO contou ainda que a tradicional combinação azul e verde nasceu de forma fortuita: um patrocinador pediu que um ALPINA E9 CSL fosse pintado de verde, cor que agradou ao fundador e acabou adotada como parte da paleta oficial.
Para Bovensiepen, esses episódios mostram como desempenho, conforto e decisões muitas vezes casuais moldaram a personalidade da ALPINA, distinta da filosofia puramente esportiva da BMW M.
Com informações de BMW Blog






