O diretor de design da BMW, Adrian van Hooydonk, afirmou em entrevista à revista Top Gear que o cockpit do Ferrari Luce ― projetado pelos renomados designers Jony Ive e Marc Newson ― reforça a necessidade de manter botões e comandos físicos nos automóveis.
Segundo Van Hooydonk, o resultado apresentado pela dupla, famosa por ditar a linguagem de design da Apple, mescla telas digitais com controles tradicionais. Para o executivo, essa solução “híbrida” valida a posição que a BMW defende há anos: certos comandos funcionam melhor quando o motorista consegue acioná-los pelo tato, sem precisar desviar o olhar da via.
A montadora alemã manteve alguns botões e teclas no console central de seus modelos e nas linhas MINI, mas sofre críticas de consumidores que reclamam do aumento de funções relegadas apenas a telas sensíveis ao toque. Entre as queixas mais frequentes estão ajustes de climatização, volume e navegação que, antes resolvidos com um único clique, agora exigem navegar por menus digitais.
Para Van Hooydonk, o fato de a Ferrari ― marca de forte influência no setor ― adotar a mesma estratégia, especialmente com a participação de Ive, torna o argumento pela preservação de controles físicos ainda mais convincente para toda a indústria.

Imagem: Internet
O debate entre telas e botões domina o design automotivo há anos. Enquanto alguns fabricantes avançam para cabines quase totalmente digitais, outros avaliam a possibilidade de regulamentações futuras exigirem o retorno de mais comandos físicos, decisão que só deverá ficar clara na próxima década.
Com informações de BMW Blog







