A SpaceX encaminhou à Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos (FCC) um pedido para colocar em órbita até 1 milhão de satélites alimentados por energia solar. Segundo a empresa, os artefatos funcionarão como data centers dedicados a processar cargas de trabalho de inteligência artificial (IA).
O documento, protocolado em 31 de janeiro de 2026, descreve a frota como “a maneira mais eficiente” de suprir a demanda crescente por computação de IA e a classifica como um passo inicial rumo ao status de civilização de nível II na escala Kardashev — estágio teórico em que seria possível aproveitar integralmente a energia do Sol.
Obstáculos regulatórios
Analistas citados pelo site The Verge consideram improvável que a FCC autorize imediatamente a totalidade dos 1 milhão de satélites, avaliando o número como ponto de partida para negociações. Em dezembro de 2025, o órgão já havia permitido o lançamento de mais 7.500 satélites Starlink, mas adiou a decisão sobre outros 14.988 solicitados anteriormente pela SpaceX.
Saturação orbital
Dados da Agência Espacial Europeia indicam que aproximadamente 15.000 satélites artificiais já orbitam a Terra, gerando preocupações com poluição luminosa e resíduos espaciais. A proposta da SpaceX surge em meio a esse cenário e intensifica o debate sobre limites seguros para novas constelações.
Contexto do setor
O pedido coincide com o esforço da Amazon para adiar um prazo da FCC que a obriga a colocar mais de 1.600 satélites em órbita; a empresa alega falta de foguetes disponíveis. Paralelamente, a SpaceX estaria avaliando a fusão com duas outras companhias de Elon Musk — Tesla e xAI (já incorporada à rede X) — antes de abrir capital.

Imagem: Internet
O processo de análise da FCC não tem prazo definido, e a empresa não comentou publicamente sobre cronogramas ou custos envolvidos no projeto.
Com informações de TechCrunch





