Sila inaugura fábrica nos EUA para produzir ânodos de silício para baterias de veículos elétricos

A Sila, startup norte-americana especializada em materiais para baterias, colocou em operação nesta terça-feira, 23 de setembro de 2025, sua primeira fábrica de ânodos de silício em Moses Lake, no estado de Washington. O complexo industrial é o primeiro de grande escala desse tipo no Ocidente e, nesta fase inicial, tem capacidade para fornecer material suficiente a 20 mil a 50 mil veículos elétricos por ano. Expansões planejadas podem elevar o volume para atender até 2,5 milhões de automóveis.

Os ânodos de silício prometem aumentar em até 50% a densidade energética das baterias de íon-lítio. A tecnologia vem sendo desenvolvida pela Sila há 14 anos, e o cofundador e CEO Gene Berdichevsky avalia que o avanço pode dar aos Estados Unidos vantagem na disputa mundial por supremacia em baterias. “Quando você inventa algo novo, é muito mais fácil produzir onde se inventou”, afirmou.

Clientes e concorrência

A empresa já possui acordos para fornecer o novo material à Panasonic e à Mercedes-Benz e também atende fabricantes de drones, satélites e eletrônicos de consumo. No mesmo segmento, outras companhias avançam com projetos semelhantes: a Group14 opera em Moses Lake e produz sua mistura proprietária em parceria com a SK Innovation, na Coreia do Sul, enquanto a Amprius fabrica megawatt-hora de seu produto nos EUA e gigawatt-hora na China.

Investimento e razões para escolher Washington

A construção da planta da Sila levou quase dois anos e contou com um aporte de US$ 375 milhões levantado em 2024. Segundo Berdichevsky, a escolha de Washington se deve a três fatores principais: energia hidrelétrica de baixo custo, disponibilidade de terrenos amplos e proximidade de um fornecedor de insumos cruciais. “O custo dessa tecnologia depende de energia barata e de precursores-chave, e encontramos isso aqui”, explicou.

Próximos passos

Os primeiros lotes produzidos em Moses Lake serão destinados a demonstrar consistência em relação ao material gerado até agora em linha de P&D em Alameda, Califórnia. A expectativa do executivo é que, dentro de alguns anos, baterias com ânodos de silício da Sila fiquem mais baratas que aquelas com ânodos de grafite de fornecedores ocidentais. O uso do novo componente também pode reduzir a necessidade de metais caros, como o níquel, sem comprometer desempenho, além de permitir recarga rápida e garantir cadeia de suprimento doméstica.

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Imagem: Internet

Se a demanda crescer como previsto, a Sila pretende abrir outras unidades nos Estados Unidos e, em seguida, na Europa e na Ásia. “Daqui a dez anos, poderemos ter 10 milhões de veículos elétricos no país, então serão necessários vários sites”, disse Berdichevsky, que reforçou o compromisso de manter a produção em território norte-americano.

Com informações de TechCrunch

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