Relator afirma que ‘PL da Dosimetria’ encerrará atos de rua ao reduzir penas de condenados

O deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP) declarou neste domingo (21) que o projeto de lei que transforma a proposta de anistia em um mecanismo de redução de penas — apelidado de “PL da Dosimetria” — deve “pacificar o país” e pôr fim a manifestações tanto da direita quanto da esquerda.

“Depois que meu texto for aprovado pela Câmara e pelo Senado, e sendo aceito pela sociedade, não haverá mais manifestações nem pela direita nem pela esquerda”, disse o relator, horas antes dos protestos que tomaram ruas de 14 capitais contra a anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e contra a PEC da Blindagem.

Articulação política

Paulinho informou que se reuniria ainda na noite deste domingo com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para tratar dos ajustes finais na proposta. O deputado pretende levar o texto ao plenário na quarta-feira.

Nos próximos dias, o relator manterá encontros com diversas bancadas. Estão na agenda o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ) — que visitará Bolsonaro em prisão domiciliar nesta segunda-feira (21) —, o líder da oposição, Zucco (PL-RS), e os deputados Nikolas Ferreira (PL-MG) e Gustavo Gayer (PL-GO), conhecidos pela atuação nas redes sociais.

Também estão previstas reuniões com centrais sindicais e com o líder do PT, Lindbergh Farias (RJ), a partir de terça-feira.

Origem da mudança

A estratégia de trocar a anistia pela redução de penas foi definida em encontro realizado na casa do ex-presidente Michel Temer na quinta-feira (18). Participaram da reunião o deputado Aécio Neves (PSDB-MG), que sugeriu a nova abordagem, e, de forma remota, o presidente da Câmara. Ministros do STF foram consultados e teriam dado sinal verde.

Na prática, o texto poderá diminuir as penas de envolvidos nos atos de 8 de Janeiro e de integrantes do núcleo decisório do suposto golpe, incluindo o próprio Bolsonaro.

Protestos

Convocados às pressas pelas frentes Povo Sem Medo e Brasil Popular — ligadas ao PSOL e ao PT —, os atos deste domingo reuniram movimentos como MST e MTST em 14 capitais. A participação de artistas impulsionou a mobilização, realizada em todas as regiões do país.

Segundo Paulinho, a ideia é votar o texto antes do calendário eleitoral de 2026 para que “o país discuta propostas que interessem à população”.

Com informações de Folha de S.Paulo

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