O laboratório de inovação Periodic Labs saiu do modo sigiloso nesta terça-feira (30 de setembro de 2025) anunciando um aporte seed de US$ 300 milhões, um dos maiores já registrados nessa fase. O investimento reúne nomes de peso do setor de tecnologia, como Andreessen Horowitz, DST, Nvidia, Accel, Elad Gil, Jeff Dean, Eric Schmidt e Jeff Bezos.
Fundadores com histórico em IA
A empresa foi criada por Ekin Dogus Cubuk e Liam Fedus. Cubuk comandou a equipe de materiais e química do Google Brain e da DeepMind, onde liderou o desenvolvimento do GNoME, ferramenta de IA que descobriu mais de 2 milhões de novos cristais em 2023. Fedus foi vice-presidente de Pesquisa da OpenAI, atuou na criação do ChatGPT e chefiou o projeto do primeiro modelo neural com um trilhão de parâmetros.
Equipe e projetos anteriores
O quadro de funcionários inclui pesquisadores que participaram de iniciativas como o agente Operator, da OpenAI, e o MatterGen, da Microsoft, voltado à descoberta de materiais por meio de grandes modelos de linguagem.
Meta: automatizar a descoberta científica
O objetivo declarado do Periodic Labs é desenvolver “cientistas de IA” capazes de conduzir experimentos físicos de forma autônoma. A ideia é instalar laboratórios onde robôs criem hipóteses, executem testes, coletem dados e repitam o processo, aprendendo a cada ciclo.
Primeiro desafio: novos supercondutores
A prioridade inicial é encontrar supercondutores que superem os materiais atuais em desempenho e, possivelmente, consumam menos energia. A startup também planeja investigar outros compostos inovadores.

Imagem: Getty
Geração de dados do mundo físico
Além de buscar novas substâncias, o Periodic Labs pretende reunir todo o conjunto de dados experimentais produzidos por suas plataformas robóticas. Segundo a empresa, essa informação pode alimentar modelos de IA de próxima geração, suprindo a limitação de conteúdo disponível na internet — fonte que, na visão dos fundadores, já estaria esgotada para grandes LLMs.
Concorrência acadêmica e de mercado
Embora reúna um grupo de pesquisadores de destaque, o Periodic Labs não é o único a perseguir a automação da ciência. Iniciativas acadêmicas e empresariais, como a Tetsuwan Scientific, a organização sem fins lucrativos Future House e o Acceleration Consortium da Universidade de Toronto, também investigam o uso de inteligência artificial para acelerar descobertas em química e materiais.
Com o capital recém-captado, a companhia planeja expandir suas instalações e acelerar a implementação de laboratórios autônomos dedicados à pesquisa de novos materiais.
Com informações de TechCrunch







