Lincoln Center apresenta segunda turma do Collider Fellowship para integrar tecnologia às artes cênicas

O Lincoln Center for the Performing Arts, em Nova York, anunciou nesta segunda-feira (20) a segunda turma do Collider Fellowship, programa que oferece a artistas suporte para explorar o uso de tecnologias emergentes em performances ao vivo.

Durante os próximos nove meses, os seis profissionais selecionados terão acesso a estúdios no próprio Lincoln Center e no espaço Onassis ONX, além de ajuda de custo e acompanhamento da equipe da instituição. A vice-presidente de programação, Jordana Leigh, afirmou que o objetivo é estimular investigações artísticas sem exigir um projeto final obrigatório, permitindo desde a criação de protótipos até períodos de pesquisa e descanso.

Seis artistas contemplados

Os novos fellows foram escolhidos por indicação e atuam em áreas como realidade virtual, inteligência artificial e sistemas imersivos de som:

Cinthia Chen – artista multidisciplinar que combina performance, instalação e projeção para abordar memória, identidades híbridas e futurismo espiritual.

Sam Rolfes – performer virtual e cofundador do estúdio Team Rolfes, com trabalhos em captura de movimento e visuais para artistas como Lady Gaga, Arca e Metallica.

James Allister Sprang – primeiro artista nos Estados Unidos a trabalhar com o sistema 4D Sound, criando experiências sensoriais sobre cronologias diaspóricas e o interior negro.

Stephanie Dinkins – educadora e artista transdisciplinar focada em tecnologias emergentes, raça e futuros históricos; eleita uma das 100 pessoas mais influentes em IA pela revista Time.

Lincoln Center apresenta segunda turma do Collider Fellowship para integrar tecnologia às artes cênicas - Imagem do artigo original

Imagem: Internet

Kevin Peter He – profissional que mistura cinema, dança e motores de jogos para investigar como estruturas urbanas e tecnologias moldam narrativas e corporificação.

Dr. Rashaad Newsome – participante da Whitney Biennial que integra colagem, performance, IA e robótica para explorar expressões culturais negras e queer.

Aproximação entre arte e inovação

Leigh disse ver a tecnologia como “mais uma ferramenta”, comparável a um mixer de som ou a um pincel, e destacou que, para muitos criadores, os recursos digitais começam a acompanhar visões artísticas já existentes. Ela citou a instalação Dream Machine, de Nona Hendryx, com IA, realidade virtual e aumentada para inserir visitantes – especialmente pessoas negras e pardas – em cenários afrofuturistas, como exemplo do potencial de inclusão dessas linguagens.

O Collider Fellowship integra um conjunto de iniciativas do Lincoln Center voltadas a apoiar artistas de forma não transacional. Segundo Leigh, protótipos desenvolvidos pela turma inaugural ainda estão em fase de maturação e poderão futuramente ser apresentados ao público no próprio complexo, que também analisa caminhos para alcançar audiências globais com experiências imersivas.

Com informações de TechCrunch

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