A City Detect, startup fundada em 2021 que utiliza visão computacional para auxiliar prefeituras no acompanhamento de edificações e áreas degradadas, anunciou nesta sexta-feira (6) uma rodada Série A de US$ 13 milhões.
O aporte foi liderado pela Prudence Venture Capital e contou ainda com a participação de Zeal Capital Partners, Knoll Ventures e Las Olas Venture Capital. Com a nova captação, o total investido na empresa chega a US$ 15 milhões.
Único fundador remanescente e atual presidente-executivo, Gavin Baum-Blake explicou que a companhia foi criada para enfrentar a dificuldade das cidades em lidar com degradação urbana. “Enquanto uma equipe humana consegue inspecionar cerca de 50 imóveis por semana, nossa tecnologia analisa milhares”, afirmou.
Como funciona
Câmeras instaladas em veículos públicos — como caminhões de lixo e varredores de rua — registram imagens dos prédios por onde passam. O software da City Detect processa essas fotos, borrando rostos e placas para preservar a privacidade, e aponta problemas como pichação, descarte irregular de resíduos, lixo acumulado, falhas estruturais em telhados e danos causados por tempestades. O sistema também distingue arte urbana de vandalismo.
Quando uma irregularidade é identificada, a plataforma envia relatórios aos governos locais, que mobilizam equipes para resolver as pendências, muitas vezes sem necessidade de autuações formais.

Imagem: Internet
Presença e próximos passos
A solução já é utilizada por pelo menos 17 cidades, incluindo Dallas e Miami. Além de integrar a GovAI Coalition (coletivo focado em governança de inteligência artificial), a empresa possui certificação SOC 2 Tipo II e segue uma política própria de IA responsável, publicada após solicitação de um consórcio de administrações municipais.
Segundo Baum-Blake, os recursos da Série A serão destinados à contratação de engenheiros, ao avanço dos algoritmos de detecção de danos causados por tempestades e à expansão para outras regiões dos Estados Unidos.
Com informações de TechCrunch







