A BMW informou que manterá inalterada a potência do motor V8 S68 nos modelos vendidos nos Estados Unidos. A decisão contrasta com a estratégia adotada na União Europeia, onde o propulsor passará por ajustes para atender às futuras exigências de emissões Euro 7.
Segundo e-mail enviado ao site BMWBLOG pelo porta-voz da companhia, Jay Hanson, tanto o novo M5 quanto o XM Label comercializados no mercado norte-americano continuarão a usar o V8 de 4,4 litros sem qualquer redução de potência.
Redução de 40 cv na Europa
A partir do próximo mês, o M5 comercializado nos 27 países do bloco europeu perderá 40 cavalos na parte a combustão. Para compensar, a BMW aumentará a potência do motor elétrico, preservando o total combinado em 717 cv. O mesmo se aplica ao XM Label, que seguirá com 737 cv graças a um motor elétrico mais forte, apesar do V8 menos potente.
Além dos modelos vendidos na UE, a mudança afetará veículos comercializados em mercados que adotam as mesmas diretrizes ambientais europeias. Para atingir as metas de emissões, a marca também passará a utilizar o ciclo de combustão Miller, aperfeiçoará o sistema de pós-tratamento de gases e recalibrará a gestão eletrônica do motor.
Planos para o V8 S68
O S68 permanecerá em serviço em vários futuros lançamentos da BMW. O motor equipará a próxima geração do X5 (G65) na versão M Performance, o X5 M (G95), o X7 (G67) e a terceira geração do X6, nas configurações G66 M Performance e G96 M.
A lógica de mercado indica que a BMW Alpina também recorrerá ao V8 em projetos como o sucessor do XB7 e na volta do sedã B7, embora esses modelos devam ganhar opções com seis cilindros em linha e sistemas elétricos no futuro.

Imagem: Internet
Próxima atualização do M5
O M5 continuará a utilizar o S68 após o “Life Cycle Impulse” (LCI). Projeções internas apontam que a produção dos modelos atualizados — sedã G90 e perua G99 — começará em julho de 2027, sugerindo apresentação oficial na primavera do mesmo ano.
Com a confirmação de que o V8 permanecerá “desafogado” nos EUA, clientes norte-americanos manterão exatamente o mesmo equilíbrio entre potência combustão-elétrica oferecido hoje, ao contrário dos compradores europeus, que terão de se contentar com um V8 menos vigoroso.
Com informações de BMWBLOG






