O Banco Central (BC) informou ao Tribunal de Contas da União (TCU) que a liquidação extrajudicial do Banco Master, decretada em novembro, foi resultado de uma fiscalização que identificou crise crônica de liquidez, falhas no gerenciamento de riscos e a prática de ilícitos graves em operações de cessão de ativos.
O posicionamento foi encaminhado na segunda-feira (29), em resposta aos questionamentos do TCU sobre a condução do processo de liquidação da instituição financeira.
De acordo com o documento, o Master demonstrava incapacidade recorrente de honrar compromissos de curto prazo, principalmente o recolhimento de depósitos compulsórios. O descumprimento ocorreu ao longo de 2024 e 2025, com valores cada vez maiores.
No dia em que a intervenção foi decretada, o banco dispunha de apenas R$ 4,8 milhões em caixa livre, enquanto enfrentava vencimentos imediatos de R$ 48,6 milhões em Certificados de Depósito Bancário (CDBs). Considerando toda a semana, os vencimentos superavam R$ 120 milhões.
Além disso, a exigibilidade de depósitos compulsórios somava R$ 2,53 bilhões, contra um recolhimento efetivo inferior a R$ 25 milhões, segundo o BC.

Imagem: Agência O Globo
Para a autoridade monetária, o desequilíbrio foi agravado por um modelo de negócios considerado “atípico e complexo”, marcado pela concentração em operações estruturadas de longo prazo e ativos de baixa liquidez, sem mercado secundário robusto. A dependência de captações de longo prazo por meio de plataformas de investimento também teria limitado a geração de caixa necessária para cobrir obrigações imediatas.
Com informações de Valor Investe







