A Alan, plataforma francesa de seguros de saúde fundada em 2016, passou a valer €5 bilhões (cerca de US$ 5,83 bilhões) após uma nova rodada de captação de €100 milhões (US$ 116 milhões).
O aporte foi liderado pelo investidor recorrente Index Ventures e contou com as entradas de Greenoaks, Kaaf e SH, além de investidores-anjo como o fundador da Shopify, Tobi Lütke, e o campeão mundial de 2018 Antoine Griezmann. O banco e seguradora belga Belfius, que liderou a Série F anterior, também participou.
Segundo a empresa, o valor de mercado subiu em relação aos €4,5 bilhões registrados em 2024. O capital será destinado principalmente a tecnologia e inteligência artificial, afirmou o cofundador e CEO Jean-Charles Samuelian-Werve, que também integra o conselho da startup francesa de IA Mistral AI.
Com 740 funcionários, a Alan atende um milhão de usuários, entre empregados, autônomos e aposentados. Pelo aplicativo, os segurados podem solicitar reembolsos, consultar médicos e acompanhar hábitos de saúde.
A companhia conquistou recentemente um contrato para oferecer cobertura a até 135 mil servidores públicos e seus familiares. Entre clientes privados, firmou acordos na França e no exterior. A receita anual recorrente chegou a €785 milhões (US$ 915 milhões) em 2025, alta de 53% frente ao fim de 2024.

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Sem divulgar números absolutos, a Alan diz ter alcançado rentabilidade operacional na França, seu maior mercado e onde obteve a primeira licença de uma seguradora independente desde a década de 1980. A operação já está presente na Bélgica e na Espanha — onde atende HP e Volkswagen — e, mais recentemente, no Canadá, com licença para atuar em todas as províncias.
No consolidado, a empresa afirma estar próxima do equilíbrio operacional. Depois de prejuízos líquidos de US$ 61 milhões em 2023 e US$ 56 milhões em 2024, a Alan informa ter reduzido as perdas à metade em relação à receita nos últimos 12 meses. A meta é atingir US$ 1,16 bilhão em receita recorrente anual em 2026, priorizando crescimento internacional e evolução do produto antes da lucratividade total.
Com informações de TechCrunch







