A Adobe anunciou que encerrará definitivamente o Adobe Animate, seu software de animação 2D, em 1.º de março de 2026. O comunicado foi publicado nesta segunda-feira (2) na página de suporte da empresa e enviado por e-mail aos assinantes.
Suporte estendido apenas para clientes corporativos
De acordo com a companhia, organizações com contrato Enterprise continuarão a receber suporte técnico até 1.º de março de 2029. Para os demais usuários, a assistência será mantida somente até março de 2027, a fim de facilitar a transição.
Motivo: mudança de estratégia
Em um FAQ, a Adobe explicou que o Animate “cumpriu seu papel ao longo de mais de 25 anos” e que “novas plataformas e paradigmas atendem melhor às necessidades atuais”. A empresa vem direcionando investimentos para ferramentas que incorporam inteligência artificial.
Falta de substituto direto
A Adobe não indicou um software próprio que reproduza integralmente as funções do Animate. Clientes do plano Creative Cloud Pro foram orientados a combinar outros aplicativos: o After Effects pode assumir animações complexas com a ferramenta Puppet, enquanto o Adobe Express oferece efeitos de movimento para fotos, vídeos, textos e formas.
Repercussão nas redes sociais
Usuários reagiram com surpresa e frustração. Mensagens no X (antigo Twitter) pedem que a empresa libere o código-fonte do programa. Comentários como “isso vai arruinar minha vida” e “o Animate é o motivo de muita gente assinar a Adobe” dominam as discussões.
Sinais anteriores
Especialistas já apontavam para o possível fim do Animate: o software não recebeu destaque na conferência Adobe Max e não teve versão 2025 lançada.

Imagem: Getty
Preços e alternativas
O aplicativo continuará funcionando para quem já o instalou. Até então, a assinatura custava US$ 34,49 ao mês ou US$ 22,99 em contrato anual; o plano anual pré-pago saía por US$ 263,88. Entre alternativas citadas pela comunidade estão Moho Animation e Toon Boom Harmony.
A TechCrunch solicitou comentários adicionais à Adobe e aguarda retorno.
Com informações de TechCrunch







