Um levantamento revela que mais de 50 mil cortes de postos de trabalho em 2025 foram atribuídos à adoção de inteligência artificial (IA), mas analistas questionam se a tecnologia é, de fato, a responsável por tantas dispensas.
A discussão foi destacada em reportagem do The New York Times, que identificou o fenômeno conhecido como “AI-washing”, prática na qual companhias alegam avanços em IA para justificar demissões motivadas por outros fatores, como contratações excessivas durante a pandemia.
Entre as empresas que relacionaram reduções de quadro à IA estão Amazon e Pinterest. Apesar disso, um relatório da Forrester publicado em janeiro de 2026 afirma que “muitas empresas que anunciam demissões ligadas à IA não possuem aplicações maduras capazes de substituir as funções eliminadas”, reforçando a suspeita de uso indevido do argumento tecnológico.
Molly Kinder, pesquisadora sênior do Brookings Institute, avalia que culpar a IA por cortes de pessoal transmite uma mensagem bem-vista por investidores, ao passo que admitir dificuldades financeiras poderia sinalizar que “o negócio está em crise”.

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As demissões relacionadas à inteligência artificial continuam no radar de analistas, que seguem monitorando se as justificativas apresentadas refletem, de fato, transformações tecnológicas ou apenas estratégias de comunicação corporativa.
Com informações de TechCrunch





