Washington, 28 de janeiro de 2026 — O Departamento de Energia (DOE) dos Estados Unidos eliminou cerca de um terço de seu manual de segurança para reatores nucleares instalados em propriedades federais, segundo revelou a emissora pública NPR.
As mudanças, adotadas sem aviso ou consulta pública, transformam antigas exigências em meras recomendações. Entre os pontos flexibilizados estão limites para contaminação de lençóis freáticos e exposição de trabalhadores à radiação. A responsabilidade por protocolos de segurança física das usinas também passa a ser, em grande parte, das próprias empresas.
As novas normas aplicam-se exclusivamente às instalações erguidas em terrenos do DOE; reatores construídos em outras localidades continuam submetidos à fiscalização da Comissão Reguladora Nuclear (NRC).
O afrouxamento regulatório surge em meio a um boom de investimentos no setor. Startups nucleares já captaram mais de US$ 1 bilhão nos últimos meses, impulsionadas, entre outros fatores, pela demanda crescente de centros de dados por eletricidade. Várias dessas empresas trabalham em reatores-piloto nas áreas do DOE para cumprir o prazo de 4 de julho de 2026, definido pela administração Trump para demonstrações comerciais.

Imagem: Getty
Com informações de TechCrunch







