O Departamento de Energia dos Estados Unidos (DOE) anunciou na noite de quarta-feira, 2 de outubro, o cancelamento de 321 concessões voltadas principalmente a iniciativas de energia limpa, num total de US$ 7,56 bilhões.
Até o momento, a pasta não divulgou a relação completa dos 223 projetos afetados. Segundo o governador da Califórnia, Gavin Newsom, entre as iniciativas canceladas está o financiamento de US$ 1,2 bilhão para o hub de hidrogênio do estado, o Alliance for Renewable Clean Hydrogen Energy Systems.
Além da Califórnia, os cortes atingem Colorado, Connecticut, Delaware, Havaí, Illinois, Maryland, Massachusetts, Minnesota, New Hampshire, Nova Jersey, Novo México, Nova York, Oregon, Vermont e Washington. A lista de estados foi confirmada em postagem na rede social X (antigo Twitter) por Russell Vought, ex-diretor do Escritório de Gestão e Orçamento (OMB) do governo Donald Trump, que afirmou que “a agenda climática da esquerda está sendo cancelada”.
Todos os 16 estados atingidos votaram na vice-presidente Kamala Harris na última eleição presidencial e, em sua maioria, têm governos estaduais democratas.
As concessões haviam sido aprovadas por diferentes departamentos internos do DOE, como o Advanced Research Projects Agency-Energy (ARPA-E), Escritório de Demonstrações de Energia Limpa, Eficiência Energética e Energias Renováveis, Energia Fóssil, Implantação de Redes Elétricas e Cadeias de Suprimento de Manufatura e Energia.
De acordo com o DOE, 26% dos aportes foram autorizados no período entre o Dia da Eleição e a posse presidencial em janeiro, intervalo no qual a autoridade do presidente permanece vigente.

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Os beneficiários possuem 30 dias para recorrer da decisão. A própria pasta informou que alguns já apresentaram apelação.
O governo Trump tem sinalizado a intenção de desacelerar a transição energética. Na semana passada, o DOE proibiu funcionários de usarem termos como “mudança climática” e “emissões”. Em maio, o departamento já havia revogado US$ 3,7 bilhões em subsídios a projetos de energia limpa e manufatura.
A onda de cancelamentos tem motivado ações judiciais. A Agência de Proteção Ambiental (EPA), que anulou contratos de US$ 20 bilhões, enfrenta processos com resultados divididos: enquanto um tribunal distrital considerou as decisões “arbitrárias e caprichosas”, uma instância de apelação validou as medidas, entendendo que se enquadram no poder de gestão do governo.
Com informações de TechCrunch







