Em entrevista ao podcast MotoManTV, Andreas Bovensiepen, atual CEO da ALPINA e ex-engenheiro da BMW, detalhou bastidores do desenvolvimento do BMW Z8, roadster lançado no início dos anos 2000.
Projeto nasceu fora da divisão M
Segundo Bovensiepen, o Z8 foi conduzido pela BMW AG e não pela BMW M, apesar de compartilhar a base mecânica do sedã esportivo E39 M5. O ponto de partida foi um chassi de alumínio em estrutura espacial, tecnologia ainda inédita na marca e considerada cara pelos executivos.
Primeira opção era um V8 de 4,4 litros
O roadster começou a ser concebido com o motor M62B44, um V8 de 4,4 litros que entregava cerca de 286 cv. Com o avanço do projeto, ficou claro que a potência seria insuficiente para o posicionamento pretendido.
Entrada do motor S62 de 400 cv
A solução foi adotar o propulsor S62, o mesmo 4,9 litros de 400 cv usado no M5. A decisão enfrentou resistência do departamento financeiro, preocupado com o custo do conjunto mecânico e eventuais substituições de câmbio. Bovensiepen argumentou que a economia em pesquisa e desenvolvimento compensaria o investimento extra e lembrou que proprietários do Z8 percorreriam quilometragens menores que os clientes do sedã.
Origem em um conversível da Série 5
Bovensiepen confirmou que o Z8 evoluiu de um projeto cancelado de conversível baseado na Série 5. O protótipo assinado por Henrik Fisker surgiu na hora certa e ajudou a manter a iniciativa viva.

Imagem: Internet
Custos concentrados em peças
O executivo não revelou valores, mas afirmou que os gastos mais elevados estavam em componentes específicos, enquanto desenvolvimento e ferramental permaneceram controlados. Essa combinação, segundo ele, foi decisiva para viabilizar o modelo.
Por fim, Bovensiepen lembrou dos embates entre os contadores da BMW e o então executivo Wolfgang Reitzle, entusiasta do projeto. Depois de inúmeras discussões, o roadster recebeu sinal verde e chegou ao mercado mantendo o motor do M5 como principal atrativo.
Com informações de BMW Blog






