A Anthropic voltou a enfrentar problemas de sigilo nesta terça-feira (31), ao liberar a versão 2.1.88 do pacote Claude Code. Um arquivo extra, incluído por engano, tornou públicos quase 2 000 arquivos-fonte e mais de 512 000 linhas de código, revelando a arquitetura detalhada de um de seus principais produtos.
O pesquisador de segurança Chaofan Shou percebeu a falha pouco depois da publicação e divulgou o caso na rede social X. Em nota enviada a vários veículos, a empresa classificou o episódio como “um problema de empacotamento causado por erro humano, não uma violação de segurança”.
Esta é a segunda exposição involuntária de informações da Anthropic em menos de uma semana. Na quinta-feira anterior, a Fortune noticiou que quase 3 000 arquivos internos, entre eles um rascunho de blog sobre um novo modelo de IA ainda não anunciado, ficaram acessíveis ao público por engano.
O Claude Code é uma ferramenta de linha de comando que permite a desenvolvedores usar a IA da Anthropic para escrever e editar código. O produto ganhou tanta tração que, segundo o Wall Street Journal, levou a rival OpenAI a encerrar o projeto de geração de vídeo Sora apenas seis meses após o lançamento público, realocando esforços para recursos voltados a empresas e desenvolvedores.
O vazamento não incluiu o modelo de IA em si, mas o conjunto de instruções que define o funcionamento, as ferramentas permitidas e os limites da aplicação. Especialistas começaram a analisar o material imediatamente; um deles descreveu a solução como “experiência de desenvolvimento em produção”, e não apenas um invólucro de API.

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Ainda não está claro se a exposição trará consequências de longo prazo para a Anthropic ou vantagens técnicas para concorrentes. Internamente, porém, o incidente deve aumentar a pressão sobre a equipe responsável por liberar o pacote.
Com informações de TechCrunch







