Oakland (EUA) – O Oakland Ballers, equipe independente da Pioneer League, colocou um software de inteligência artificial para comandar o time em uma partida recente, gerando forte repercussão entre seus torcedores.
Como a experiência foi organizada
A iniciativa foi viabilizada após a classificação antecipada da equipe aos playoffs. O proprietário Paul Freedman, empreendedor da área de edtech, firmou parceria com a empresa Distillery, que utilizou o ChatGPT da OpenAI para treinar o sistema com mais de 100 anos de estatísticas do beisebol, além de dados dos próprios Ballers. O objetivo era reproduzir, em tempo real, as decisões que o técnico Aaron Miles costuma tomar.
No jogo, a IA determinou escalação, trocas de arremessadores e uso de rebatedores emergentes exatamente como Miles faria, segundo a direção do clube. A única intervenção humana ocorreu quando o treinador precisou substituir o receptor titular, que passou mal.
Histórico de testes
Não é a primeira vez que os Ballers experimentam formatos inusitados. Na temporada anterior, o time permitiu que torcedores escolhessem jogadas por meio de uma plataforma da Fan Controlled Sports, o que terminou em derrota. Freedman diz que essa liberdade para inovar decorre da condição de “time grande em mercado pequeno”, surgida após a saída do Oakland A’s da MLB.
Reação dos fãs
A presença da IA em campo desagradou parte da torcida, que associa empresas como a OpenAI a uma corrida tecnológica conduzida sem avaliação suficiente de segurança. Comentários nas redes sociais acusaram o clube de “agradar tecnólogos da Bay Area” em detrimento dos fãs tradicionais.

Imagem: Internet
Diante da reação negativa, Freedman afirmou que não pretende repetir a experiência. “Nunca é bom quando o torcedor diz que odeia algo”, declarou. Para ele, porém, o episódio abre espaço para discutir benefícios e riscos da tecnologia no esporte antes que seu uso se torne irreversível.
Com informações de TechCrunch







