Tira-teste inovadora promete facilitar diagnóstico de doenças como o câncer

03 de fevereiro de 2026 – Uma equipe liderada pela La Trobe University, na Austrália, desenvolveu uma tira-teste descartável capaz de identificar microRNAs — moléculas indicativas de doenças — em concentrações extremamente baixas, recurso que pode transformar a forma de diagnosticar enfermidades como o câncer.

O estudo foi publicado na revista Small com o título “DuplexSpecific DNase Signal Amplification Allows Attomolar Electrochemical Detection of MicroRNAs”.

Como funciona

O biossensor opera de maneira semelhante às fitas usadas por pessoas com diabetes para medir glicose, porém com sensibilidade muito maior. Segundo o pesquisador sênior Dr. Saimon Moraes Silva, a tecnologia detecta microRNAs em plasma sanguíneo em concentrações até um trilhão de vezes menores que as de glicose.

MicroRNAs são considerados marcadores iniciais de condições de saúde, mas costumam estar presentes em quantidades ínfimas em sangue, plasma e saliva, o que dificulta a detecção por métodos convencionais, como o PCR.

Papel de uma enzima especial

A principal inovação, de acordo com a doutoranda e autora principal Vatsala Pithaih, está em uma enzima que amplifica o sinal elétrico da tira-teste. “Quando a amostra é aplicada, o sinal elétrico diminui proporcionalmente à quantidade do microRNA de interesse. A enzima intensifica essa variação, permitindo detectar concentrações mil vezes menores”, explicou.

Uso futuro no ponto de atendimento

Para o professor distinto Brian Abbey, também integrante do projeto, a tecnologia pode viabilizar dispositivos portáteis que dispensam laboratórios centrais caros e especializados. “Estamos mais perto de um diagnóstico verdadeiramente pontual: acessível, conveniente e eficaz”, afirmou.

Com informações de Nanowerk

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