A crescente demanda por energia gerada pela explosão de aplicações de inteligência artificial colocou a rede elétrica norte-americana sob os holofotes em 2025. Com tarifas 13% mais altas no ano, utilities correm para ampliar capacidade, enquanto novas empresas de tecnologia oferecem soluções baseadas em software para otimizar o sistema.
Busca por capacidade ociosa
Companhias como Gridcare e Yottar defendem que ainda há margem de manobra no sistema de transmissão e distribuição. A Gridcare coleta dados sobre linhas, conexões de fibra óptica, eventos climáticos extremos e até percepção das comunidades para indicar pontos onde instalações adicionais seriam viáveis. A empresa afirma já ter identificado vários locais ignorados pelas concessionárias. A Yottar, por sua vez, cruza informações de capacidade conhecida com demandas de consumidores médios, facilitando a ligação rápida de novos projetos, sobretudo data centers.
Usinas virtuais de baterias
Outra frente é o agrupamento de baterias espalhadas pela rede. A Base Power aluga equipamentos a moradores do Texas, que ganham respaldo em caso de queda de energia; em troca, a startup reúne o armazenamento doméstico e revende a potência ao sistema para evitar blecautes. Na Alemanha, a Terralayr utiliza software para unir ativos de armazenamento já instalados e oferecer serviço semelhante, sem comercializar baterias diretamente.
Orquestração de fontes distribuídas
Empresas como Texture, Uplight e Camus desenvolvem camadas de software que integram geração eólica, solar e baterias, reduzindo o tempo ocioso desses recursos e aumentando sua contribuição ao fornecimento nacional.
Gigantes de tecnologia entram no jogo
A modernização também atrai grandes nomes. A Nvidia fechou parceria com a organização de pesquisa do setor elétrico EPRI para criar modelos específicos que prometem mais eficiência e resiliência. Já o Google auxilia o operador PJM a analisar, com IA, a fila de pedidos de conexão de novas fontes de energia.

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Desafios e expectativa para 2026
Tradicionalmente cautelosas, as utilities costumam adotar inovações lentamente, temendo impactos na confiabilidade e nos custos repassados aos consumidores. Como o software exige menos investimento e pode ser implantado rapidamente, especialistas acreditam que 2026 marcará o início de uma adoção mais ampla dessas ferramentas, em meio à necessidade de adaptação para a expansão de data centers e da eletrificação de transportes e aquecimento.
Embora a rede ainda precise de reforços físicos, startups veem espaço para crescer oferecendo soluções digitais consideradas baratas, flexíveis e de rápida implementação.
Com informações de TechCrunch







