O Ministério das Relações Exteriores da Rússia declarou neste sábado (3) estar “extremamente preocupado” com relatos de que o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e a primeira-dama, Cilia Flores, teriam sido retirados à força do país durante uma operação militar dos Estados Unidos.
Em nota oficial, Moscou classificou a suposta captura como uma “violação inaceitável da soberania de um Estado independente” e exigiu “esclarecimento imediato” sobre o episódio. “Tais ações, caso confirmadas, contrariam princípios fundamentais do direito internacional”, afirmou o comunicado.
A chancelaria russa também condenou o ataque como “ato de agressão armada” e defendeu a necessidade de evitar nova escalada no conflito, enfatizando a importância de buscar uma saída por meio do diálogo.
Mais cedo, o governo venezuelano informou não saber o paradeiro de Maduro e de sua esposa, exigindo provas de vida. Do lado norte-americano, o ex-presidente Donald Trump declarou que o líder venezuelano foi capturado.
Em Bruxelas, o presidente do Conselho da União Europeia, António Costa, apelou pela contenção e instou as partes a encontrarem uma solução que respeite o direito internacional e os preceitos da Carta das Nações Unidas. “A União Europeia continuará a apoiar uma saída pacífica, democrática e inclusiva para a Venezuela”, disse.

Imagem: Alexander Zlianichenko
Havana também se manifestou. Em nota, o governo de Cuba classificou a ofensiva dos EUA como “criminoso ataque” e pediu uma reação urgente da comunidade internacional. A presidência cubana acusou Washington de praticar “terrorismo de Estado” contra o povo venezuelano e declarou que uma “zona de paz” estaria sendo “brutalmente atacada”.
Até o momento, não há confirmação oficial sobre o destino de Maduro nem relatos independentes sobre eventuais feridos ou danos provocados pela operação militar.
Com informações de Valor Investe







