MINI moderno completa 25 anos: primeira unidade saiu da linha em Oxford em 2001

Em 26 de abril de 2001, a fábrica de Oxford, no Reino Unido, concluiu a montagem do primeiro MINI da era BMW, um Cooper na cor Chili Red com teto e retrovisores brancos. O início da produção em série marcou a transformação do modelo — antes considerado apenas um ícone retrô — em um automóvel global, posicionado como subcompacto premium.

Da aquisição da Rover ao reposicionamento da marca

No fim dos anos 1990, o BMW Group adquiriu a Rover e, com ela, as marcas Rover, Land Rover e Mini. Na época, o segmento de carros pequenos era dominado por veículos de baixo custo, e a Mini enfrentava fábricas antigas, qualidade irregular e imagem desgastada. A BMW decidiu focar apenas no que considerava essencial: aproveitou a experiência da Land Rover para o futuro SUV X5 e transformou a Mini em um projeto independente, similar ao que faria depois com a Rolls-Royce.

Novo design e estreia mundial em Paris

O estilo da primeira geração ficou a cargo de Frank Stephenson, que superou a proposta de Adrian van Hooydonk. O MINI Cooper foi apresentado ao público em 28 de setembro de 2000, no Salão de Paris. O comunicado oficial destacava a “primeira evolução total de design” desde 1959, mantendo elementos clássicos, como as rodas posicionadas nos cantos da carroceria. O hatch trazia motor 1.6 de 16 válvulas, tração dianteira e ajuste voltado para respostas rápidas. A venda começou na Europa e na Ásia em 2001 e chegou aos Estados Unidos no primeiro trimestre de 2002.

Oxford e Swindon: a espinha dorsal da produção

A fabricação das peças de carroceria teve início em Swindon no começo de 2001. Poucos meses depois, Oxford inaugurou a linha final de montagem. Desde então, o complexo britânico ultrapassou marcos importantes: mais de 3 milhões de unidades até o fim de 2016 e perto de 4,5 milhões no início de 2024 (incluindo clássicos e modernos). No total, a planta soma mais de 11,65 milhões de veículos produzidos desde 1913.

Impacto para o BMW Group

A BMW descreve o relançamento como o ponto de partida do segmento de carros pequenos premium no século XXI. Além de atrair novos clientes, o sucesso do MINI consolidou a estratégia multimarcas do grupo, oferecendo uma opção de desempenho diferente da linha BMW tradicional.

Próximos passos e eletrificação

Completando 25 anos em 2026, o MINI encara agora o desafio da eletrificação. Modelos a bateria prometem torque instantâneo e bom uso de espaço urbano, mas a marca busca preservar a direção envolvente que consagrou suas primeiras gerações. Parte dos entusiastas, porém, ainda espera versões a combustão ou híbridas com motor quatro-cilindros turbo e câmbio manual.

Gerações do MINI sob a BMW (2001-presente)

Mk I (2001-2008)
R50 One/Cooper (2001-2006); R53 Cooper S (2001-2006); R52 Conversível (2004-2008)

Mk II (2006-2016)
R56 Hatch (2006-2013); R55 Clubman (2007-2014); R57 Conversível (2009-2015); R60 Countryman (2010-2016); R58 Coupé (2012-2015); R59 Roadster (2012-2015); R61 Paceman (2013-2016)

Mk III (2014-2024)
F56 Hatch (2014-2024); F55 Hatch 5 portas (2015-2024); F57 Conversível (2015-2024); F54 Clubman (2015-2024); F60 Countryman (2017-2023)

Mk IV (2023/2024-atual)
J01 Cooper E/SE (elétrico, 2023); U25 Countryman (2023); F66 Hatch (2024); F65 Hatch 5 portas (2024); F67 Conversível (2024); J05 Aceman (elétrico, 2024)

Ao completar um quarto de século, o MINI moderno continua a exercer papel estratégico para o BMW Group, agora dividido entre manter viva a experiência ao volante que marcou 2001 e avançar rumo a uma linha cada vez mais elétrica.

Com informações de BMW Blog

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