A Meta Platforms fechou um acordo para adquirir a Manus, startup de inteligência artificial sediada em Singapura, por aproximadamente US$ 2 bilhões, informou o TechCrunch em reportagem publicada nesta segunda-feira (29).
Fundada há oito meses, a Manus ganhou visibilidade global após divulgar um vídeo de demonstração em que seu agente de IA realizava tarefas como triagem de candidatos a emprego, planejamento de viagens e análise de carteiras de ações. À época, a empresa afirmou que seu sistema superava o Deep Research, da OpenAI.
Em abril, o fundo Benchmark liderou uma rodada de investimento de US$ 75 milhões que avaliou a Manus em US$ 500 milhões. O sócio Chetan Puttagunta passou a ocupar uma cadeira no conselho. Antes disso, a companhia já havia recebido US$ 10 milhões de Tencent, ZhenFund e HSG (antiga Sequoia China).
Mesmo cobrando mensalidades de US$ 39 ou US$ 199 pelo acesso aos modelos – estratégia considerada agressiva por analistas ouvidos pela Bloomberg –, a Manus declarou recentemente ter alcançado milhões de usuários e mais de US$ 100 milhões em receita anual recorrente.
Segundo o Wall Street Journal, quando esses resultados se tornaram públicos, a Meta iniciou negociações que resultaram na oferta de US$ 2 bilhões, valor equivalente à avaliação buscada pela Manus em sua próxima captação.
A Meta informou que manterá a Manus operando de forma independente, mas pretende integrar seus agentes de IA ao Facebook, Instagram e WhatsApp, que já contam com o chatbot Meta AI.

Imagem: Getty
Origem chinesa e pressões políticas
A Manus foi criada por fundadores chineses que lançaram a controladora Butterfly Effect em Pequim, em 2022, antes de transferir a sede para Singapura este ano. A origem do negócio motivou críticas em Washington. Em maio, o senador republicano John Cornyn questionou, na rede X, o aporte da Benchmark na empresa e alertou para riscos de tecnologia sensível cair nas mãos da China.
Em resposta, a Meta afirmou ao Nikkei Asia que, após a aquisição, a Manus encerrará operações na China e não terá participação de investidores chineses. “Não haverá interesses chineses remanescentes na Manus AI após a transação”, declarou um porta-voz.
Com o negócio, a Meta tenta mostrar aos investidores um ativo de IA já lucrativo, enquanto enfrenta questionamentos sobre os cerca de US$ 60 bilhões aplicados em infraestrutura nos últimos anos.
Com informações de TechCrunch







