Investidores projetam 2026 marcado por data centers, energia limpa e possíveis aberturas de capital em geotermia e nuclear

Um grupo de 12 investidores especializados em tecnologia climática traçou, a convite do TechCrunch, um panorama para 2026 que destaca a continuidade da pressão dos data centers por eletricidade, a expansão de fontes livres de carbono e a expectativa de que empresas de geotermia e fissão nuclear busquem a bolsa.

Data centers seguem no centro do debate

Em 2025, a corrida por infraestrutura de inteligência artificial levou os data centers a concentrarem as discussões sobre consumo energético. Para 2026, os entrevistados preveem:

  • Demanda persistente: hyperscalers não devem frear investimentos, segundo Tom Chi (At One Ventures) e Po Bronson (SOSV/IndieBio).
  • Foco em resiliência: Lisa Coca (Toyota Ventures) prevê mudança de “quantidade” para “resiliência”, com projetos que buscam se desacoplar da rede elétrica.
  • Temor de bolha: Andrew Beebe (Obvious Ventures) acredita que o boom de construção pode estourar em 2026 ou início de 2027, mas sem reduzir a necessidade de geração de energia.
  • Integração à rede: Laurie Menoud (At One Ventures) aposta em data centers como apenas um dos motores de crescimento, não o mercado total.

Fontes de energia em alta

Para atender à carga crescente, os investidores citam como beneficiados:

  • Geotermia aprimorada: descrita como tecnologia “madura” e pronta para escalar; Joshua Posamentier (Congruent Ventures) espera avanço “geométrico”.
  • Nuclear fission: diversas startups levantaram mais de US$ 1 bilhão nas últimas semanas e podem recorrer a SPACs ou IPOs em 2026, aponta Kyle Teamey (RA Capital Planetary Health).
  • Solar e baterias: continuam entre as fontes mais baratas; novas químicas como sódio-íon e zinco devem reduzir custos, segundo Daniel Goldman (Clean Energy Ventures).
  • Armazenamento de longa duração: tecnologia deve sair de pilotos para implantações repetíveis; Amy Duffuor (Azolla Ventures) cita Noon Energy.

Possíveis estreias na bolsa

A startup de geotermia Fervo Energy foi o nome mais mencionado como candidata a abertura de capital em 2026, graças ao projeto de 500 MW em Utah. Commonwealth Fusion, Redwood Materials e a desenvolvedora de baterias Factorial também aparecem nas apostas.

Tendências além da geração

  • Reindustrialização: Anil Achyuta (Energy Impact Partners) destaca a necessidade de reconstruir cadeias de suprimento para robótica, baterias e eletrônica de potência.
  • Software de rede: soluções que aceleram interconexão e planejamento serão “vencedoras silenciosas”, diz Duffuor.
  • Robótica aplicada: avanços para enterrar linhas de transmissão e reduzir risco de incêndios florestais são observados por Achyuta.
  • Finanças inovadoras: Goldman defende novos mecanismos de mitigação de riscos para destravar trilhões de dólares em projetos climáticos.

Apesar de mudanças políticas e receios de bolha em IA, os investidores concordam que a necessidade de eletricidade limpa continuará a impulsionar oportunidades em 2026, do aço das gigafábricas de baterias aos algoritmos que otimizam o fluxo de energia.

Com informações de TechCrunch

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