Pesquisadores do Instituto de Tecnologia e Engenharia de Materiais de Ningbo (NIMTE), da Academia Chinesa de Ciências (CAS), desenvolveram uma técnica de imagem elétrica tridimensional que mostra, em escala nanométrica, como diferentes tratamentos de passivação reduzem defeitos em filmes de perovskita, melhorando a eficiência de células solares. O trabalho foi publicado em 2 de janeiro de 2026 na revista Newton.
Mapeamento elétrico em três dimensões
A equipe utilizou a microscopia de força atômica condutiva tomográfica (TC-AFM) para retirar sucessivas camadas ultrafinas do filme enquanto media a condutividade elétrica local em cada profundidade. A sobreposição dessas medições gerou um mapa 3D do transporte de carga dentro do material.
Efeitos dos diferentes tratamentos
Filmes sem passivação apresentaram extensas regiões de baixa condutividade, que dificultam o fluxo de elétrons. A passivação em volume reduziu significativamente essas áreas resistivas, sobretudo nos contornos dos grãos. Já a passivação de superfície aumentou a condutividade principalmente na interface superior do filme, ponto crítico para a integração do dispositivo. Quando os dois métodos foram combinados, surgiram caminhos condutivos mais uniformes e contínuos, restando poucas zonas de baixa condutividade concentradas na superfície.
“As características elétricas microscópicas observadas estão diretamente ligadas ao desempenho final da célula solar”, destacou o professor Xiao Chuanxiao, autor correspondente do estudo.

Imagem: Internet
A técnica fornece uma ferramenta para avaliar e otimizar estratégias de passivação, abrindo caminho para materiais de perovskita mais estáveis e eficientes, além de beneficiar outros dispositivos eletrônicos e optoeletrônicos de filmes finos.
Com informações de Nanowerk







