Fundadores de Campus e Fizz detalham estratégias para públicos engajados no TechCrunch Disrupt

Tade Oyerinde, fundador e chanceler da escola on-line Campus, e Teddy Solomon, cofundador do aplicativo social universitário Fizz, compartilharam no TechCrunch Disrupt 2025 como escalam seus negócios sem perder o interesse dos usuários.

Educação flexível

Oyerinde contou que a Campus oferece cursos de associado em áreas como tecnologia da informação e administração de empresas, além de certificados em especialidades como cosmetologia e flebotomia. A instituição tem mais de 3 mil estudantes e emprega mais de 100 professores, pelo menos em regime parcial.

Para atender empresas que pedem formação específica — como aulas de “vibe coding”, citou — a plataforma passou a disponibilizar disciplinas avulsas. O executivo acredita que, futuramente, todos terão algum tipo de assinatura para aprimorar habilidades. “A turma toda, não só quem busca um diploma de dois anos, poderá vir à Campus e aprender conosco”, afirmou.

O modelo é sustentado, em parte, pelo auxílio federal Pell Grant, o que ajuda a manter os preços acessíveis. Oyerinde disse ainda contar com investidores bilionários, entre eles Sam Altman (OpenAI) e Jason Citron (Discord), o que reduz a pressão por lucro a curto prazo. “Eles querem, sobretudo, transformar a educação neste país”, declarou.

Rede social universitária

Já a Fizz está presente em mais de 200 campi universitários e chegou a operar também em escolas de ensino médio nos Estados Unidos. Desde 2021, a startup levantou mais de US$ 40 milhões de fundos como Owl Ventures e NEA.

Entre as funcionalidades adicionadas estão um marketplace entre pares, que já listou mais de 100 mil itens, e recursos de vídeo que complementam as postagens em texto. O próximo passo é o Global Fizz, versão pensada para levar o aplicativo além do mercado norte-americano, contou Solomon.

Quanto à monetização, a empresa estuda diferentes caminhos, mas atualmente prioriza a venda de anúncios e já realizou campanhas com marcas como a Perplexity. “Existem modelos de assinatura que funcionam bem, mas, por ora, focamos em publicidade e em construir um produto que retenha e satisfaça nossos usuários”, disse. “Os usuários são tudo.”

O painel aconteceu no terceiro dia do TechCrunch Disrupt 2025, no Moscone Center West, em San Francisco, em 29 de outubro de 2025.

Com informações de TechCrunch

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Notícias Recentes

Compartilhe como preferir

Copiar Link
WhatsApp
Facebook
Email