O copresidente-executivo da Build A Rocket Boy (BARB), Mark Gerhard, voltou a atribuir o lançamento problemático de MindsEye a “espionagem organizada e sabotagem corporativa” e, no mesmo comunicado, anunciou um novo corte de pessoal no estúdio.
Em mensagem publicada no LinkedIn, Gerhard afirmou que a empresa trabalhou “nos últimos meses” com parceiros externos e assessores jurídicos para investigar “atividade criminosa” ocorrida na estreia do jogo. Segundo ele, a apuração demorou mais do que o previsto, mas resultou em “provas contundentes” de que o título foi alvo de ações coordenadas de espionagem e sabotagem. O executivo declarou que, como o caso caminha para processo judicial, detalhes adicionais não podem ser divulgados.
As declarações provocaram reações de profissionais da indústria. Brandon Sheffield, diretor da Necrosoft Games, criticou o tom do anúncio e lembrou a instalação sigilosa de softwares de monitoramento em computadores de funcionários. Já Nic McConnell, gerente da Riot Games, classificou o comunicado como desrespeitoso, afirmando que os empregados desligados “merecem mais do que ter suas demissões anunciadas junto a teorias de conspiração”.
Gerhard encerrou a nota agradecendo aos funcionários afetados e prometeu auxiliá-los na busca por novas oportunidades.
Histórico de problemas
Publicada em abril, a análise do GameSpot concedeu nota 3/10 a MindsEye, ressaltando diversos defeitos técnicos. À época, desenvolvedores relataram jornadas “ininterruptas” para corrigir falhas. O cenário piorou quando dois executivos seniores deixaram a BARB pouco antes da estreia do jogo.

Imagem: Internet
Posteriormente, um grupo de funcionários divulgou carta aberta aos dirigentes da companhia, denunciando esgotamento, insegurança no emprego e problemas de saúde decorrentes do projeto. No documento, eles atribuem o “fracasso” do jogo a decisões internas que teriam causado “dor e estresse” à equipe.
Outro revés para a imagem da empresa ocorreu quando Leslie Benzies, cofundador da BARB e ex-executivo de Grand Theft Auto, apareceu em documentos do caso Epstein — menção que, embora não indique ilegalidade, afetou a reputação do estúdio.
Com informações de GameSpot






