A divisão esportiva da BMW afastou, pelo menos no curto prazo, a possibilidade de lançar um modelo M movido a célula de combustível. Em entrevista ao site Drive Australia, Frank van Meel, chefe da BMW M, afirmou que limitações de espaço e peso inviabilizam, hoje, a aplicação da tecnologia em carros de alto desempenho.
Por que não agora?
Segundo van Meel, alcançar potências compatíveis com a linha M exigiria múltiplas pilhas de combustível, cada uma com seu próprio sistema de refrigeração. “Você acaba com algo do tamanho de um caminhão”, resumiu o executivo. O mesmo obstáculo se repete nas pistas: a marca estuda o uso do hidrogênio em endurance, mas ainda não encontrou solução viável que preserve a distribuição de peso e permita reabastecimento rápido.
A alternativa de queimar hidrogênio em motores a combustão, caminho explorado pela Toyota em competições, foi descartada. Para a BMW, a estratégia segue restrita a células de combustível, cujo escapamento libera apenas vapor d’água.
Programa de rua segue firme
A cautela da BMW M não significa abandono do hidrogênio na linha convencional. Em setembro de 2025, a montadora confirmou que o iX5 Hydrogen — que deverá adotar o nome comercial iX5 60H xDrive — entrará em produção em 2028. O utilitário será o primeiro veículo de passageiros com célula de combustível lançado em escala por uma fabricante premium global.
O projeto se apoia em uma frota-piloto em circulação desde 2023, com mais de 1 milhão de quilômetros rodados em mais de 20 países, enfrentando de calor extremo a temperaturas abaixo de zero. O SUV utilizará a terceira geração de pilhas, desenvolvida em parceria com a Toyota, mais compacta, potente e eficiente que a atual.

Imagem: Internet
Produção europeia
As pilhas de combustível serão montadas na fábrica de Steyr, na Áustria, enquanto componentes como o novo controlador de alta voltagem específico para hidrogênio sairão da unidade de Landshut, na Alemanha. O iX5 Hydrogen integrará a próxima geração do X5 como uma das cinco opções de motorização, ao lado de versões a gasolina, diesel, híbrida plug-in e totalmente elétrica.
Enquanto aguarda avanços que tornem possíveis sistemas menores e mais leves, a BMW M concentra seus investimentos em motores a combustão, híbridos plug-in e modelos elétricos baseados na nova arquitetura do grupo.
Com informações de BMW Blog






