Os serviços digitais da Universidade La Sapienza, em Roma, permanecem indisponíveis há três dias após um ataque cibernético que aparenta ser de ransomware. A instituição, uma das maiores da Europa com cerca de 120 mil estudantes, informou em publicações no Instagram, na terça-feira (3), que desligou seus sistemas por precaução e trabalha para restabelecer todas as plataformas online.
Segundo a universidade, canais de comunicação como e-mail e estações de trabalho enfrentam limitações, mas os backups não foram comprometidos e estão sendo utilizados na recuperação dos serviços. Até o momento, o site oficial da La Sapienza continua fora do ar.
O jornal italiano Il Corriere della Sera atribuiu a interrupção a um ataque de ransomware, informação ainda não confirmada pela universidade nem por autoridades. De acordo com a publicação, os invasores enviaram um link de resgate com uma contagem regressiva de 72 horas, que começaria após o clique no endereço.
A Agência Nacional de Cibersegurança da Itália (Agenzia per la Cybersicurezza Nazionale – ACN) investiga o incidente, mas ainda não se pronunciou oficialmente. Porta-vozes da universidade também não responderam aos pedidos de comentário por e-mail, e não está claro se o serviço de correio eletrônico está funcionando.
Outra reportagem do Il Corriere, divulgada na quarta-feira (4), aponta que o grupo responsável seria o Femwar02, até então desconhecido, que teria utilizado o malware BabLock, identificado em 2023 e também chamado de Rorschach.

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A direção da La Sapienza informou que as provas acadêmicas seguem normalmente. Contudo, os estudantes devem realizar a inscrição diretamente com os professores. Pontos de informação presenciais foram montados em vários locais do campus para orientar a comunidade universitária.
Universidades têm sido alvo frequente de criminosos virtuais. No ano passado, o grupo ShinyHunters invadiu Harvard e a Universidade da Pensilvânia, roubando dados para extorsão, sem criptografar sistemas. As duas instituições, segundo os hackers, não pagaram o resgate.
Com informações de TechCrunch







