Singapura acusa hackers ligados à China de invadir as quatro maiores operadoras de telefonia

O governo de Singapura confirmou nesta segunda-feira (10) que o grupo de ciberespionagem UNC3886, associado à China, realizou um ataque de meses contra a infraestrutura de telecomunicações do país, atingindo as operadoras Singtel, StarHub, M1 e Simba Telecom.

De acordo com o coordenador para segurança nacional, K. Shanmugam, os invasores conseguiram acessar alguns sistemas, mas não provocaram interrupções de serviço nem obtiveram dados pessoais de clientes. A investigação indica o uso de ferramentas avançadas, como rootkits, para manter presença prolongada dentro das redes das empresas.

Grupo especializado em falhas zero-day

A unidade de segurança Mandiant, controlada pelo Google, já havia classificado o UNC3886 como um grupo de espionagem provavelmente apoiado por Pequim. Entre as táticas conhecidas estão a exploração de vulnerabilidades zero-day em roteadores, firewalls e ambientes virtualizados — áreas onde soluções tradicionais de detecção de malware costumam ter alcance limitado.

O UNC3886 tem histórico de ataques a setores de defesa, tecnologia e telecomunicações nos Estados Unidos e na região Ásia-Pacífico. Em Singapura, os hackers chegaram a “acesso limitado” a sistemas críticos, mas não alcançaram profundidade suficiente para causar danos operacionais, segundo o governo.

Resposta das operadoras

Em comunicado conjunto citado pela Reuters, Singtel, StarHub, M1 e Simba Telecom disseram enfrentar regularmente ações de negação de serviço distribuída (DDoS) e outras formas de malware. “Adotamos mecanismos de defesa em profundidade para proteger nossas redes e realizamos correções imediatas sempre que quaisquer problemas são detectados”, afirmaram as empresas.

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Imagem: Getty

O episódio ocorre após ataques semelhantes, porém distintos, contra centenas de operadoras ao redor do mundo — inclusive nos Estados Unidos — atribuídos por diversos governos ao grupo Salt Typhoon, também vinculado à China. As autoridades singapurenses ressaltaram que, no caso local, o impacto não se comparou aos danos observados nas investidas creditadas ao Salt Typhoon.

Com informações de TechCrunch

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