Relógio inteligente com sensor de nanopilares plasmônicos monitora glicose no suor

Em 12 de fevereiro de 2026, pesquisadores anunciaram um protótipo de smartwatch capaz de medir continuamente a glicose presente no suor, eliminando a necessidade de sensores invasivos usados em sistemas tradicionais de monitoramento para diabetes.

O dispositivo reúne um conjunto de nanopilares de silício revestidos por prata, preparado para gerar ressonância plasmônica de superfície sob luz visível. Esses nanopilares são funcionalizados com 4-mercaptophenylboronic acid, composto que se liga seletivamente à glicose graças à estrutura cis-diol da molécula. Quando essa interação ocorre, há alteração no ambiente óptico local, resultando em variações detectáveis na intensidade da luz refletida, sem recorrer a enzimas ou marcadores fluorescentes.

O estudo, conduzido pela Universidade de Oulu e publicado na revista Microsystems & Nanoengineering, demonstrou que o sensor atinge limite de detecção de aproximadamente 22 µmol/L – faixa compatível com as concentrações encontradas em suor humano. A equipe substituiu os revestimentos de ouro convencionais por prata, obtendo respostas plasmônicas mais nítidas e sensibilidade ampliada.

Para aplicação prática, os cientistas integraram o sensor em um relógio óptico que incorpora LED vermelho, fotodiodo e módulo Bluetooth. Testes com suor artificial e amostras coletadas de voluntários durante exercícios confirmaram acompanhamento em tempo real com boa correlação aos ensaios enzimáticos padrão.

Segundo os autores, a combinação de nanofotônica e transmissão sem fio indica um caminho promissor para monitoramento não invasivo, reduzindo riscos de infecção, desconforto e baixa adesão observados em sensores subcutâneos. O design modular também permite adaptar a plataforma a outros biomarcadores de suor, como lactato, eletrólitos ou metabólitos ligados ao estresse.

Os próximos passos incluem validação clínica ampliada, integração de sistemas de estimulação de suor e microfluídica, visando transformar o protótipo em um “laboratório no pulso” totalmente autônomo.

Com informações de Nanowerk

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