18 de fevereiro de 2026 — Pesquisadores da Universidade Estadual da Pensilvânia (Penn State) desenvolveram um capacitor de polímero que armazena até quatro vezes mais energia do que dispositivos convencionais e continua operando em temperaturas de até 250 °C (482 °F).
O avanço, descrito na revista Nature, combina dois plásticos de baixo custo e amplamente disponíveis — poliéterimida (PEI) e poli(bifênil p-fenilenodiamida) (PBPDA). Quando misturados sob condições controladas, os materiais se auto-organizam em nanostruturas tridimensionais capazes de bloquear vazamentos de carga elétrica, aumentando a densidade de energia e a tolerância ao calor.
Como funciona
Capacitores fornecem descargas rápidas de energia, essenciais em veículos elétricos, data centers e equipamentos médicos. O limite atual desses componentes é a temperatura: acima de 100 °C (212 °F), os polímeros tradicionais tornam-se frágeis e perdem desempenho. A nova liga polimérica mantém constante o valor dielétrico (K = 13,5) em uma faixa que vai de –100 °C (–148 °F) a 250 °C, superando amplamente os padrões de mercado.
Segundo Li Li, pós-doutorando no Departamento de Engenharia Elétrica da Penn State e um dos autores principais, o dispositivo permite “quatro vezes mais potência ou a mesma potência em um equipamento quatro vezes menor”. Guanchun Rui, coautor e também pós-doutorando, explica que o resultado foi alcançado ao controlar o grau de imiscibilidade entre os dois polímeros, processo semelhante à criação de ligas metálicas.

Imagem: Internet
Aplicações e próximos passos
O material tem potencial para melhorar sistemas de armazenamento de energia em veículos elétricos, redes elétricas de longa distância, missões espaciais e centros de dados, onde a dissipação de calor é crítica. A equipe, liderada pelo professor Qiming Zhang, já depositou pedido de patente e trabalha para escalar a produção.
Com informações de Nanowerk







