Pesquisadores do Institute of Science Tokyo (Science Tokyo), Japão, apresentaram em 13 de fevereiro de 2026 um método guiado por inteligência artificial capaz de converter rapidamente sequências de anticorpos em versões funcionais para uso dentro de células, conhecidas como intrabodies.
Quem participou
A equipe foi liderada pelo professor Hiroshi Kimura, com participação do doutorando Daiki Maejima (Science Tokyo), do professor associado Timothy J. Stasevich (Universidade Estadual do Colorado, EUA) e do professor Yasuyuki Ohkawa (Universidade de Kyushu, Japão).
Como funciona a nova abordagem
O processo combina predição de estrutura proteica assistida por IA, redesenho de sequência e triagem em células vivas. As regiões de ligação ao antígeno são preservadas, enquanto as regiões de suporte da molécula são modificadas para garantir o dobramento correto e a estabilidade no ambiente intracelular.
Resultados dos testes
Foram avaliadas 26 sequências de anticorpos já conhecidas. Destas, 19 se tornaram intrabodies funcionais — incluindo 18 que haviam falhado em tentativas anteriores utilizando métodos tradicionais. Ensaios confirmaram que os novos intrabodies permaneceram solúveis, estáveis e altamente específicos a seus alvos dentro das células.
Aplicação em modificações de histonas
Grande parte do estudo concentrou-se em intrabodies dirigidos a modificações em proteínas histonas, marcadores cruciais de regulação gênica. Os intrabodies reprojetados detectaram variações nesses marcadores em tempo real por fluorescência, permitindo o acompanhamento dinâmico de processos de ativação e repressão de genes.

Imagem: Internet
Publicação e perspectivas
Os achados foram descritos na revista Science Advances sob o título “AI-assisted protein design to rapidly convert antibody sequences to intrabodies targeting diverse peptides and histone modifications”. Segundo Kimura, a integração entre IA e testes em células vivas deve reduzir custos e prazos no desenvolvimento de intrabodies, ampliando seu uso em diagnóstico, imageamento e pesquisa biomédica.
Com informações de Nanowerk







