Startup de IA Flapping Airplanes levanta US$ 180 milhões para criar modelos que aprendem com menos dados

São Francisco (EUA) – A Flapping Airplanes, laboratório de pesquisa em inteligência artificial fundado pelos irmãos Ben e Asher Spector e por Aidan Smith, anunciou ter obtido US$ 180 milhões em rodada seed para desenvolver modelos que exijam muito menos dados que os sistemas atuais.

O aporte, concluído antes de 16 de fevereiro de 2026, dá ao grupo “pista” financeira para investigar algoritmos alternativos de treinamento. O objetivo central é tornar a IA mais econômica e viável em cenários onde o volume de informação disponível é restrito, como robótica, descobertas científicas e aplicações corporativas.

Foco em eficiência de dados

Segundo Ben Spector, os modelos de fronteira hoje são treinados “na soma total do conhecimento humano”, enquanto pessoas aprendem com bem menos exemplos. “Há um grande espaço a ser explorado”, afirmou. A equipe aposta que resolver esse gargalo trará ganhos comerciais substanciais e permitirá inserir a tecnologia em setores onde o custo de preparação de dados ainda é proibitivo.

Aidan Smith, que trabalhou na Neuralink, acrescenta que o cérebro humano serve como “prova de existência” de algoritmos diferentes dos utilizados por transformadores. Embora busquem inspiração biológica, os fundadores não pretendem copiar a mente humana, mas sim criar “aviões de asas batentes”, metáfora citada por Ben para indicar sistemas distintos tanto de pássaros quanto dos atuais “jumbos” da IA.

Pesquisa antes de produto

A startup planeja dedicar os primeiros anos exclusivamente à ciência básica. “Se começarmos assinando grandes contratos, perderemos o foco”, disse Asher Spector. Mesmo assim, o trio afirma ter experiência em comercializar tecnologia e espera levar as descobertas ao mercado quando houver maturidade suficiente.

O modelo de experimentação também reduz os gastos com computação, explicou Ben. Ideias radicais podem ser testadas em pequena escala; se falharem logo, evitam o custo de treinar modelos gigantescos. A escassez deliberada de dados serviria ainda para forçar redes neurais a desenvolver “compreensão profunda” em vez de mera memorização, avalia Asher.

Startup de IA Flapping Airplanes levanta US$ 180 milhões para criar modelos que aprendem com menos dados - Imagem do artigo original

Imagem: Internet

Contratações e cultura

Para conduzir a pesquisa, a Flapping Airplanes busca perfis jovens e criativos, inclusive estudantes do ensino médio ou universitário. “O principal sinal é: a pessoa me ensina algo novo em poucos minutos?”, resume Ben. Experiência em sistemas de larga escala é valorizada, mas não exigida.

Interessados podem contatar o laboratório pelos e-mails hi@flappingairplanes.com ou disagree@flappingairplanes.com. O segundo endereço foi criado para receber críticas técnicas: “Ainda ninguém nos convenceu de que nossa meta é impossível”, brincou Asher.

Sem definir prazos para lançar produtos, os fundadores sustentam que a atual onda de investimentos permite a laboratórios independentes concentrar-se naquilo que sabem fazer melhor: pesquisa de longo prazo. “Queremos tentar coisas realmente radicais”, reforçou Aidan.

Com informações de TechCrunch

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Notícias Recentes

Compartilhe como preferir

Copiar Link
WhatsApp
Facebook
Email