Engenheiros da Washington University em St. Louis anunciaram em 7 de fevereiro de 2026 a criação de um método que estabiliza catalisadores de ferro para uso em células a combustível de hidrogênio, substituindo a platina e reduzindo drasticamente o custo dessa tecnologia.
De acordo com o professor Gang Wu, do McKelvey School of Engineering, o preço de um veículo movido a célula de combustível, que hoje pode chegar a US$ 70 mil, cairia para cerca de US$ 30 mil com a adoção do novo catalisador. A platina é responsável por cerca de 45% do valor do conjunto de células, e não se beneficia de economia de escala, o que mantém o preço elevado.
Como funciona a inovação
No estudo publicado na revista Nature Catalysis (“Regulating in situ gaseous deposition to construct highly durable FeNC oxygen-reduction fuel cell catalysts”), a equipe descreve a formação de um vapor químico que estabiliza o ferro durante a ativação térmica. O processo aumenta a durabilidade, conserva a atividade necessária e prolonga a vida útil das células de combustível de membrana de troca de prótons (PEMFCs).
Impacto esperado
A tecnologia tem potencial para acelerar a adoção de veículos pesados — ônibus, caminhões de carga e equipamentos de construção — que já utilizam postos de abastecimento centralizados. Japão e Califórnia, regiões onde a propulsão por hidrogênio é mais difundida, ainda enfrentam barreiras de custo que podem ser superadas com a nova abordagem.
As células a combustível convertem hidrogênio e oxigênio em eletricidade, emitindo apenas água e calor. Segundo o Environmental and Energy Study Institute, o sistema recupera mais de 60% da energia do combustível, percentual que pode chegar a 85% quando o calor gerado também é aproveitado — ante menos de 20% dos motores a combustão interna.

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Os próximos passos da equipe envolvem aprimorar ainda mais a estabilidade do ferro, com a meta de superar o desempenho da platina e acelerar a viabilização comercial das células a combustível.
Com informações de Nanowerk






