Ex-funcionários da Stripe levantam €30 milhões para a Duna em rodada Série A liderada pela CapitalG

Berlim/Amsterdã, 4 de fevereiro de 2026 – A Duna, plataforma europeia de verificação de identidade corporativa, anunciou a captação de €30 milhões em uma rodada Série A liderada pela CapitalG, fundo de crescimento do Alphabet que já havia cofinanciado a Série D da Stripe em 2016.

Fundada em 2024 pelos ex-Stripes Duco van Lanschot e David Schreiber, a startup atua na Alemanha e nos Países Baixos e oferece ferramentas para que fintechs integrem empresas clientes de forma mais rápida e com menor risco de fraude. Entre os usuários está a norte-americana Plaid.

Investidores estratégicos

A rodada contou com a participação de executivos da própria Stripe – David Singleton (CTO), Claire Hughes Johnson (ex-COO) e Michael Cocoman (Chief Compliance Officer global) – e, curiosamente, de dirigentes da concorrente Adyen, caso de Mariëtte Swart (CRCO) e Ethan Tandowsky (CFO), que entraram como investidores-anjo.

Os atuais acionistas reforçaram a aposta: a Index Ventures, líder do seed de €10,7 milhões em maio de 2025, voltou a aportar, acompanhada da Puzzle Ventures e do presidente da Snowflake, Frank Slootman.

Rede de “passaportes” empresariais

Segundo Van Lanschot, a Duna pretende criar uma “infraestrutura global de confiança”, permitindo que uma empresa reutilize informações verificadas em diferentes plataformas – de sistemas de gestão de despesas, como a alemã Moss, a abertura de contas bancárias.

O potencial de efeito-rede foi decisivo para o investimento, afirmou Alex Nichols, sócio da CapitalG que liderou a Série A. A estratégia da Duna inclui gerar dados próprios em vez de apenas agregar bases existentes, distinção que, para Nichols, diferencia a companhia de outros fornecedores de KYB (Know Your Business) como Jumio e Veriff.

Atalho para escala

Para acelerar a adoção, a Duna busca “manchas de rede” – grupos pequenos de negócios que já compartilham relações, como fabricantes que dividem clientes ou gestoras com os mesmos investidores. Nessas comunidades, o reaproveitamento imediato das verificações já traz ganho de eficiência.

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Imagem: Internet

O mercado é expressivo mesmo em países menores, observa o cofundador: nos Países Baixos, os quatro maiores bancos empregam cerca de 13 mil pessoas em compliance, metade dedicada a clientes corporativos. A expectativa é que a automação, apoiada por inteligência artificial, reduza custos antes mesmo de os efeitos de escala plena aparecerem.

Embora não utilize o serviço da Duna, a Stripe foi vista pelos fundadores como fonte de conhecimento sobre o problema que a startup quer resolver. “Requer controles muito específicos que mudam de empresa para empresa, algo que, para Stripe ou Adyen, não faz sentido oferecer como produto separado”, disse Van Lanschot.

Se conseguir se tornar a “malha” de identidade empresarial, a Duna planeja viabilizar um onboarding corporativo em um clique, em linha com o Stripe Link no varejo – um movimento que poderia ampliar ainda mais a relevância da chamada “máfia Stripe” no ecossistema fintech europeu.

Com informações de TechCrunch

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