A BMW encomendou na Holanda uma pesquisa para entender o que motoristas de carros corporativos esperam de um veículo elétrico. O levantamento, conduzido pela agência de marketing Kien Onderzoek com 655 entrevistados, revelou que a maioria considera 400 quilômetros a autonomia mínima aceitável para adotar um modelo sem motor a combustão.
Principais números
Quase todos os participantes indicaram 400 km como patamar mínimo de alcance. Entre eles, um terço afirmou preferir 500 km antes da próxima recarga. Ainda assim, 40% disseram que não trocariam o automóvel atual por um elétrico — as maiores preocupações são a necessidade de recargas frequentes e o tempo de abastecimento maior em comparação com veículos a gasolina ou diesel.
A pesquisa também mostrou que:
- 70% dos que pretendem escolher um elétrico como próximo carro de empresa já dirigem um modelo desse tipo;
- menos de 10% citam motivos ambientais como fator decisivo;
- cerca de 15% dos motoristas pouco dispostos a migrar para a eletrificação gostariam de escolher livremente a motorização, considerando versões a gasolina e híbridas plug-in alternativas mais flexíveis.
Contexto de mercado
No país, quatro em cada dez motoristas corporativos já utilizam um veículo elétrico. Globalmente, o BMW Group entregou 442.072 carros totalmente elétricos em 2025, volume que representou 18% das vendas anuais das marcas BMW, MINI e Rolls-Royce. A empresa projeta que, até 2030, metade dos veículos comercializados não terá motor a combustão.

Imagem: Internet
A montadora reforça a estratégia de oferecer várias opções de propulsão. Além dos atuais modelos a gasolina e híbridos plug-in, o novo iX3 promete autonomia WLTP de até 805 km, enquanto o futuro sedã i3 deve superar essa marca. Já os motores a diesel seguem disponíveis em grande parte da linha, do Série 1 ao Série 7, e permanecerão em utilitários como o próximo X5 (G65) e o futuro X7 (G67) na Europa.
Com informações de BMW Blog






