Elon Musk reuniu a equipe da xAI na noite de terça-feira (10) para apresentar um plano inusitado: construir uma unidade de fabricação na Lua. Segundo o The New York Times, o executivo afirmou que a instalação produziria satélites de inteligência artificial e os lançaria ao espaço por meio de um “grande catapulta”. “Vocês precisam ir para a Lua”, disse Musk, argumentando que a iniciativa garantiria poder computacional superior ao de qualquer concorrente.
Durante o encontro, o empresário reconheceu que a empresa passa por mudanças aceleradas, sobretudo após a fusão com a SpaceX, que se prepara para uma oferta pública inicial (IPO) estimada em US$ 1,5 trilhão já neste verão no hemisfério norte. “Se você se move mais rápido do que todos os demais em qualquer área tecnológica, será o líder”, declarou. No entanto, Musk não detalhou como a fábrica lunar seria construída nem como a estrutura corporativa será reorganizada.
Saídas em série
O encontro ocorreu um dia depois de o cofundador Tony Wu ter anunciado sua saída e poucas horas antes de Jimmy Ba, também cofundador e subordinado direto de Musk, fazer o mesmo. Ao todo, seis dos 12 fundadores da xAI já deixaram a companhia. As demissões foram descritas como amigáveis e, com o IPO da SpaceX no horizonte, todos devem ser financeiramente beneficiados.
Da Marte para a Lua
A mudança de foco surpreende, já que a SpaceX sempre sinalizou Marte como destino final. No domingo anterior ao Super Bowl, Musk publicou que o objetivo agora é erguer uma “cidade autossustentável” na Lua, projeto que, segundo ele, poderia ser concluído em metade do tempo exigido para colonizar Marte — estimado em mais de 20 anos.
Base jurídica e desafios
Embora o Tratado do Espaço Exterior de 1967 impeça a soberania sobre corpos celestes, uma lei norte-americana de 2015 permite a apropriação de recursos extraídos. Para Mary-Jane Rubenstein, professora de estudos de ciência e tecnologia em Wesleyan, a distinção é tênue: “É como dizer que você não pode ter a casa, mas pode ficar com as vigas e o assoalho”.

Imagem: Internet
Ainda sem missão enviada à Lua e com a equipe encolhendo, Musk sustenta que a fábrica lunar é parte de um plano maior: criar o “modelo mundial” mais poderoso do planeta, treinado com dados exclusivos gerados por Tesla, Neuralink, SpaceX, The Boring Company e, futuramente, pela própria Lua.
Com informações de TechCrunch







