Pesquisadores do International Iberian Nanotechnology Laboratory (INL) demonstraram que regular, com precisão de nanômetros, o espaço entre nanopartículas de óxido de ferro potencializa a qualidade do contraste em imagens de ressonância magnética (MRI). O trabalho foi publicado em 17 de fevereiro de 2026 na revista Advanced Science.
Coordenada por Manuel Bañobre-López, a equipe recobriu as nanopartículas com camadas de sílica de diferentes espessuras, criando um sistema-modelo no qual a interação magnética pôde ser ajustada sem alterar tamanho ou composição das partículas.
Os testes revelaram um padrão claro: quando as partículas estão suficientemente próximas para interagir magneticamente, o efeito coletivo intensifica o escurecimento do sinal de MRI. Esse ganho cresce rapidamente até um limite; a partir de determinada distância, o benefício se estabiliza e, se o afastamento aumenta ainda mais, a eficiência do contraste cai.
A investigação abrangeu campos magnéticos convencionais e de ultra-alta intensidade, indicando que controlar as interações dipolares é tão importante quanto escolher o material do agente de contraste. Segundo os autores, o estudo fornece regras práticas para definir quão compactos devem ser os aglomerados de nanopartículas a fim de maximizar desempenho sem adicionar complexidade desnecessária.

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O trabalho contou com a participação de instituições da Espanha e de Portugal, entre elas a Universidade de Santiago de Compostela, o CIC biomaGUNE e o Instituto de Pesquisa em Saúde de Santiago de Compostela (IDIS). O artigo foi intitulado “Unveiling Dipolar Interaction-Driven Magnetic Field Inhomogeneities in T2 MRI Contrast Agents”.
Com informações de Nanowerk






