12 de fevereiro de 2026
Um estudo da Universidade de Osaka indica que conversores de energia das ondas baseados em giroscópio podem atingir até 50% de aproveitamento energético em uma ampla faixa de frequências – nível considerado o limite máximo teórico para essa tecnologia.
A pesquisa, conduzida pelo engenheiro Takahito Iida e publicada no Journal of Fluid Mechanics, avaliou o desempenho do Gyroscopic Wave Energy Converter (GWEC), sistema que utiliza um volante de inércia giratório instalado em uma estrutura flutuante. Quando as ondas fazem a plataforma oscilar, o volante sofre precessão giroscópica, movimento que aciona um gerador elétrico.
Modelagens baseadas na teoria linear de ondas analisaram a interação entre o mar, o corpo flutuante e o giroscópio. A partir dessa análise, foram definidos parâmetros ideais de rotação do volante e de operação do gerador. Os resultados indicam que, com ajustes adequados, o GWEC pode chegar ao pico de 50% de absorção de energia em qualquer frequência de onda.
“Esse índice corresponde ao limite fundamental previsto pela teoria, e agora sabemos que é possível alcançá-lo em banda larga, não apenas em condição ressonante específica”, afirmou Iida no artigo.

Imagem: Internet
Simulações numéricas em domínios de frequência e tempo – incluindo cenários com comportamento giroscópico não linear – confirmaram a eficiência próxima ao ponto de ressonância do dispositivo, reforçando seu potencial para geração em escala comercial.
Os autores concluem que o ajuste dos parâmetros do giroscópio oferece um caminho para projetar conversores de ondas mais adaptáveis às variações do oceano, ampliando a viabilidade da energia marítima como fonte renovável.
Com informações de Nanowerk







